Putin garante que guerra na Ucrânia não teria começado com Trump como presidente

A cimeira no Alasca não produziu anúncios concretos sobre o fim das hostilidades

O Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou após a cimeira no Alasca com o homólogo norte-americano, Donald Trump, que se o político republicano estivesse na Casa Branca em 2022 não teria começado a guerra na Ucrânia.

A declaração do líder do Kremlin, na sexta-feira em conferência de imprensa conjunta sem direito a perguntas, repetiu um argumento usado numerosas vezes por Trump, antes e depois do seu regresso à presidência norte-americana, em janeiro passado, imputando a invasão russa da Ucrânia, iniciada três anos antes, ao seu antecessor democrata, Joe Biden.

“Estou bastante seguro de que teria sido o caso. E posso confirmá-lo", comentou Vladimir Putin ao lado de Donald Trump.

O Presidente russo manifestou confiança de que os dois dirigentes construíram “uma relação muito boa, profissional e de confiança” e, desse modo, tem “todas as razões” para acreditar num “fim mais rápido e melhor para o conflito na Ucrânia".

O líder norte-americano referiu-se frequentemente ao conflito na Ucrânia como a "guerra de Biden" e sugeriu que o antigo Presidente dos Estados Unidos não era respeitado nem na Rússia nem na NATO.