Quantos alunos estão sem aulas? Ministro diz que dentro de um mês vamos saber

O ministro da Educação anunciou que a partir do dia 14 de dezembro vai ser possível saber quantos alunos continuam sem aulas.

O ministro da Educação anunciou esta quarta-feira que dentro de um mês será possível saber quantos alunos estão sem aulas, havendo 265 horários por preencher, a maioria no 1.º ciclo nas zonas de Lisboa e Setúbal.

A partir de 14 de dezembro, os serviços do ministério da educação vão passar a ter informações atualizadas sobre os alunos sem aulas, anunciou o ministro da Educação, Fernando Alexandre, durante a audição parlamentar no âmbito da apreciação no âmbito da discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2027.

«O processo está praticamente concluído e vai ser um avanço extraordinário», acrescentou o ministro da Educação, explicando que essa informação será recolhida através dos sumários das aulas.

Segundo dados apresentados hoje por Fernando Alexandre, há ainda 265 horários por preencher, dos quais 164 são horários completos e metade dizem respeito a turmas de 1.º ciclo, «em especial nos QZP 45 e 46», ou seja, em escolas da zona de Grande Lisboa e Península de Setúbal.

A proposta de OE para 2027 para a área da educação, do pré-escolar ao secundário, prevê uma verba de cerca de 7,8 mil milhões de euros, registando um «aumento de 5%, de mais de 380 milhões de euros» em relação a 2026.

O ministro explicou que haverá um grande investimento em «politicas direcionadas» para onde «estão identificados os problemas», que são os territórios da Grande Lisboa, Setúbal e Algarve, que têm sido mais afetados pela falta de professores.

"Desde o início do ano temos mais três mil professores nas escolas", revelou ainda o ministro.

A proposta do Governo prevê gastar 88 milhões de euros com medidas para combater a falta de professores nas escolas, apoiando quem fica longe de casa ou aceita adiar a reforma para continuar a dar aulas, através do Plano +Aulas +Sucesso.

Fernando Alexandre lembrou ainda que está a decorrer a revisão do Estatuto da Carreira Docente para tornar a profissão mais atraente.

A verba para a educação ronda os 7.788 milhões de euros, sendo que as despesas com pessoal ascendem a 6.515,8 milhões de euros, representando 94,7% do orçamento, e constituem a principal componente do financiamento da atividade das escolas.