Queniana detentora do record mundial da maratona suspensa por três anos

Ruth Chepngetich testou positivo numa amostra recolhida a 14 de março de 2025.

A queniana Ruth Chepngetich, detentora do recorde mundial da maratona feminina, foi suspensa por três anos pela Unidade de Integridade do Atletismo (AIU) devido a uma violação das regras antidopagem. A atleta testou positivo para hidroclorotiazida (HCTZ), um diurético proibido, numa amostra recolhida a 14 de março de 2025, com uma concentração de 3800 ng/mL, muito acima do limite permitido.

Inicialmente, Chepngetich alegou desconhecer a origem da substância, mas posteriormente admitiu ter tomado medicação de uma empregada doméstica sem verificar a composição. A AIU considerou o seu comportamento "imprudente" e propôs uma suspensão de quatro anos, que foi reduzida para três anos após o reconhecimento da infração.

Apesar da suspensão, o recorde mundial que estabeleceu em outubro de 2024, ao vencer a maratona de Chicago em 2:09.56 horas, permanecerá válido, uma vez que foi alcançado antes do teste positivo. A AIU confirmou que todos os resultados anteriores a 14 de março de 2025 se mantêm, mas continuará a investigar material suspeito encontrado no telemóvel da atleta.

Este caso é mais um episódio no contexto de doping que tem afetado o atletismo queniano, levando a um reforço dos mecanismos de controlo por parte das autoridades desportivas internacionais.