Real Madrid entrega à UEFA "todas as provas" sobre alegado racismo na Luz

Clube espanhol agradece o "suporte unânime, apoio e carinho" que Vinicius Júnior tem recebido.

O Real Madrid forneceu à UEFA “todas as provas disponíveis” sobre o incidente de terça-feira no jogo da Liga dos Campeões de futebol com o Benfica, no Estádio da Luz, no qual Vinicius Júnior acusa Prestianni de racismo.

“O Real Madrid FC comunica que hoje entregou à UEFA todas as provas disponíveis sobre os incidentes ocorridos na última terça-feira, 17 de fevereiro, no jogo da Liga dos Campeões que a nossa equipa disputou em Lisboa com o Benfica”, refere o clube.

Na mesma nota, os merengues dizem que têm colaborado de maneira ativa com a investigação já aberta pela UEFA, depois dos “episódios inaceitáveis de racismo” que alegam ter acontecido no encontro, que os espanhóis venceram por 1-0.

O clube agradece o “suporte unânime, apoio e carinho” que o seu jogador, o internacional brasileiro Vinicius Júnior, recebeu de todos os quadrantes do futebol mundial, e avança que continuará a trabalhar para erradicar o racismo, violência e ódio, no desporto e na sociedade.

Na terça-feira, na primeira mão do play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões, que o Real Madrid venceu por 1-0, o avançado Vinícius Júnior, após ter marcado o único golo do jogo, terá sido alegadamente vítima de um insulto racista por parte do argentino Gianluca Prestianni, extremo do Benfica.

O árbitro francês François Letexier interrompeu o encontro e acionou o protocolo antirracismo, retomando a ação quase 10 minutos depois.

Após o jogo, Prestianni negou qualquer insulto racista a Vinícius Júnior, enquanto o internacional brasileiro e outros jogadores do Real confirmaram a ofensa por parte do argentino.

O Benfica já veio a público reiterar total confiança na versão de Prestianni, lamentando o que considera ser uma "campanha de difamação".

O clube da Luz garantiu “total espírito de colaboração” com UEFA, que nomeou, entretanto, um Inspetor de Ética e Disciplina para investigar o caso, prevendo-se a audição de ambos os atletas nos próximos dias, enquanto o presidente da FIFA, Gianni Infantino, disse estar chocado e pediu que se responsabilizem os culpados.