Recinto do Alive com novo palco dedicado aos livros está pronto receber o festival
O recinto do Alive, no Passeio Marítimo de Algés, em Oeiras, está pronto para a 18.ª edição do festival, que começa na quinta-feira e inclui um novo palco literário por onde vão passar autores portugueses.
O recinto do Alive, no Passeio Marítimo de Algés, em Oeiras, está pronto para a 18.ª edição do festival, que começa na quinta-feira e inclui um novo palco literário por onde vão passar autores portugueses.
“Numa época em que, de facto, o consumo cultural dos portugueses bateu no fundo, acho que é importante para um grande festival como o NOS Alive trazer a importância da leitura. É aqui que começa tudo. Temos que começar a ler mais, temos que ir a mais museus, temos que ir mais ao teatro e, obviamente, vir mais a festivais”, defendeu hoje o promotor Álvaro Covões, da Everything is New, numa visita para a imprensa ao recinto do festival, que acontece entre quinta-feira e sábado.
No novo Palco Literário, situado ao lado do Coreto, estarão autores que escrevem em português, que irão partilhar “porque escrevem, como escrevem, qual é a importância da escrita e da leitura”.
No primeiro dia do festival, Ana Markl conversa com Valter Hugo Mãe sobre “A que soam os livros”, às 17:15, e com Pedro Chagas Freitas sobre “Greatest Hits”, às 17:55.
No segundo dia sobem a palco, às 17:30, Afonso Cruz e Luísa Sobral para a conversa “Das letras à música” com Pedro Boucherie Mendes.
No último dia, Francisco Guimarães e Ana Bárbara Pedrosa estão à conversa com David Azevedo Lopes, às 17:00, sob o tema “Ensaiar a escrita”, e Hugo van Der Ding protagoniza, às 17:40, “Isto não tem nada a ler”.
No local estarão à venda livros dos autores que participam nas conversas e, “graças a uma parceria com os CTT, o festivaleiro não tem de se preocupar em carregar o livro, porque é enviado gratuitamente para casa”, contou Álvaro Covões.
O promotor reforçou a importância do consumo cultural: “é importante, tanto para a saúde individual de cada um, para o enriquecimento e para o sentido crítico que nós precisamos, não só do ponto de vista profissional, mas como na sociedade, para podermos contestar aquilo que achamos e dizer aquilo que pensamos e pensar por nós próprios”.
O novo Palco Literário junta-se assim aos palcos Comédia, “talvez uma das artes onde os artistas podem exprimir mais o seu livre pensamento”, Coreto, Pórtico, Clubbing, Fado Café, Heineken e NOS, o principal.
Ao longo de três dias serão cerca de 120 os artistas, bandas e autores que irão passar pelos oito palcos de um festival para o qual já só há bilhetes disponíveis para o primeiro dia, quinta-feira, que custam 90 euros.
No cartaz desta edição “o grande destaque, obviamente e além dos grandes concertos, será o regresso aos palcos, num concerto exclusivo em Portugal”, dos Buraka Som Sistema, no último dia.
No mesmo dia, além dos Buraka Som Sistema, atuam também no palco principal Don West, Teddy Swims, Lorde e Florence + The Machine.
Pelos outros palcos passam bandas e artistas como Rita Cortezão, Noiserv, Pixies, Alessi Rose, Fidju Kitxora, Pedro da Linha, Deize Tigrona, Esteves Sem Metafísica, Razi, Sheri Vari, Beatriz Felício, Valéria, Duarte Pita Negrão e Hugo Sousa.
No outro dia que tem lotação esgotada, sexta-feira, a grande atração são os Foo Fighters. No segundo dia do NOS Alive passam também pelo palco principal: The Warning, Skunk Anansie e Wolf Alice.
Nos outros palcos atuam, entre outros, Jehnny Beth, The War on Drugs, Zara Larsson, La Fleur, Fiona Kraft, Digitalism, SBTRKT, em DJ ‘set’, Inês Sousa, Picas, Constança Quinteiro, Ana Sofia Varela, o projeto Playback – Carlos Paião por The Legendary Tigerman, Joana Gama, Francisco Menezes e Gilmário Vemba.
No primeiro dia, quinta-feira, o palco principal recebe os Twenty One Pilots, Nick Cave & The Bad Seeds, A Perfect Circle, The Royston Club.
Pelos restantes palcos passam, entre outros, Dogstar, Alabama Shakes, Matt Berninger, Guy Ali, Rumia, Midnight Generation, Neon Soho, Hetta, Rita Maia, Geadas, Diana Vilarinho, Beatriz Gosta e Vasco Pereira Coutinho.
O recinto abre às 14:00 na quinta-feira e às 15:00 na sexta-feira e no sábado.
Para lá chegar, a organização aconselha o uso de transportes públicos, até porque haverá condicionamentos à circulação automóvel e ao estacionamento na zona de Algés.
A Carris, que tem várias carreiras com paragem em Algés, tem um ‘shuttle’ especial de regresso, que parte do recinto rumo a três destinos: Santa Apolónia (com paragens em Belém, Alcântara, Santos e Cais do Sodré), Marquês de Pombal (paragem nas Amoreiras) e Oriente (paragens na Estação de Benfica e Campo Grande).
Na quinta-feira, os horários são entre as 00:00 e as 03:00 e na sexta-feira e no sábado entre as 00:00 e as 04:00.
A CP, além de ter comboios especiais entre Lisboa e o Porto, vai reforçar os Comboios Urbanos de Lisboa nas madrugadas dos três dias de festival.
Da estação de Algés partem comboios rumo ao Cais do Sodré à 01:45, 02:15, 02:30, 03:00, 03:30 e 04:00, e rumo a Cascais às 02:00, 02:15, 02:30, 03:00, 03:30 e 04:00.
A ligação fluvial entre a Trafaria (Almada) e Lisboa, assegurada pela TTSL – Transtejo Soflusa, vai ser, a partir de quinta-feira, prolongada até Pedrouços/Algés, num serviço que passa a ser assegurado todos os dias da semana.
Além dos habituais horários de madrugada, haverá carreiras extra nas ligações fluviais de Cais do Sodré - Cacilhas (03:00/04:00) e Terreiro do Paço – Barreiro (03:00/04:00).
