Relação confirma prisão preventiva de polícias suspeitos de tortura em esquadras
Juízes consideraram risco de os arguidos continuarem a cometer crimes.
O Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) confirmou esta quinta-feira a aplicação de prisão preventiva aos sete agentes da PSP detidos em março por tortura em esquadras de Lisboa, alegando que há o risco de continuarem a cometer crimes.
"Ponderando os locais onde os crimes foram cometidos (esquadras policiais) e a especial qualidade dos arguidos (agentes policiais), foi assinalado [no acórdão] o especial desvalor ético das condutas, a incapacidade de contenção revelada, o desrespeito pelas funções atribuídas e o comportamento grupal demonstrado, concluindo o tribunal existir perigo de continuação da atividade criminosa", informou, em comunicado, o TRL.
Os juízes desembargadores salientaram, ainda, que há "fortes indícios" de que os arguidos - seis da esquadra do Rato e um da do Bairro Alto - cometeram os crimes, sublinhando que é "previsível que, com a prova já carreada, os arguidos sejam alvo de penas de prisão efetivas quando julgados".