Mundial: Remada viking contra a paciência inglesa

Os ingleses chegam pelo terceiro Mundial seguido a fase tão adiantada da prova. Os vikings noruegueses querem continuar a sonhar....

Há quase seis décadas que não se pensa noutra coisa em Inglaterra: ser (de novo) campeão do Mundo. A única vez foi em terras de Sua Majestade, já lá vão sessenta anos, e daí para cá, cada Mundial transformou-se em esperança... e desilusão!

O sonho ganhou raízes e o jejum é cada vez maior. Como nas anteriores duas edições, a paciência volta a ver a luz ao fundo do túnel e Inglaterra regressa à antecâmara do pódio, tal como em 2018 (caiu nas meias-finais contra a Croácia) e em 2018 (caiu nos quartos-de-final com França).

Desta vez, nova janela de oportunidade, e, capricho do destino, novamente contra uma seleção europeia. Agora, os surpreendentes noruegueses que acabam de eliminar o favorito Brasil. A equipa que ficou também conhecida como a remada viking chega pela primeira vez a fase tão adiantada da prova e, naturalmente, quer que o sonho tenha mais etapas.

A história de dois países que têm capítulos de cooperação ativa na história - casos da segunda guerra mundial, o Palácio de Buckhingham que serviu de casa ao Príncipel Olav ou os vínculos entre o Rey Hareld Vera e a Rainha Isabel II - tem hoje uma trégua que valerá a presença nas meias finais do Mundial de futebol.

Às 20h00, no Hard Rock Stadium, em Miami, vão estar, frente-a-frente, dois dos melhores marcadores do torneio: Haaland (na fotografia) com sete golos, e Harry Kane, com seis. Quem seguirá para as meias-finais?