Reparada rotura no fornecimento de água em Almada

Autarquia avisa, no entanto, que a reposição total da água será faseada.

A rotura que cortou o fornecimento de água em seis localidades de Almada foi reparada, mas o “restabelecimento integral do abastecimento de água será faseado”, adiantaram os serviços municipalizados.

“A intervenção no Monte de Caparica, Lazarim, Palhais, Alto do Índio, Vale Flores e Costa da Caparica foi concluída e o abastecimento de água encontra-se a ser restabelecido", lê-se na nota publicada pelos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Almada.

Devido à "área abrangida" pela rotura, a água "irá chegar à torneira dos munícipes em momentos diferentes”,

O fornecimento de água nas zonas Monte de Caparica, Lazarim, Palhais, Alto do Índio, Vale Flores e Costa da Caparica, no concelho de Almada, foi interrompido devido a uma rotura de grandes dimensões numa conduta adutora.

Nos últimos dias moradores de várias localidades do concelho de Almada têm relatado sucessivas falhas de água, tendo sido lançada uma petição que conta já com quase quatro mil assinaturas, na qual os peticionários exigem medidas urgentes para minimizar os impactos da falta de água.

Os peticionários pedem ainda uma intervenção urgente para que este problema seja resolvido com a maior brevidade possível e manifestam-se “profundamente preocupados e indignados perante as frequentes interrupções no abastecimento de água” que têm afetado parte do concelho, em especial a Costa da Caparica, a Sobreda e os Capuchos.

Também existem relatos nas redes sociais de falta de água ou de perda de pressão em zonas como o Laranjeiro e Feijó.

Na petição é explicado que “há várias semanas que milhares de residentes e comerciantes enfrentam cortes de água recorrentes, muitas vezes durante horas consecutivas e frequentemente em períodos críticos do dia, nomeadamente ao final da tarde e início da noite, quando a maioria das famílias regressa a casa e necessita de utilizar este serviço essencial”.

Esta situação, adiantam, tem provocado sérios constrangimentos à população, impedindo atividades básicas e indispensáveis do quotidiano, como tomar banho, preparar refeições, lavar roupa, lavar loiça, assegurar a higiene pessoal e familiar, bem como o funcionamento normal de estabelecimentos comerciais, cafés, restaurantes e outros serviços que dependem do abastecimento regular de água.

Entretanto a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) pediu esclarecimentos aos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Almada.

Numa nota publicada no seu 'site' a ERSAR explica que se encontra a acompanhar a situação que tem afetado o abastecimento de água no concelho de Almada, no distrito de Setúbal, e que tem motivado um número elevado de reclamações por parte dos utilizadores.

Na sequência dessas queixas a ERSAR, no âmbito das suas competências de regulação e supervisão do setor dos serviços de águas, adianta que solicitou esclarecimentos aos SMAS de Almada no sentido de apurar as circunstâncias da situação e a resposta que está a ser assegurada aos utilizadores.

Na quinta-feira, o SMAS divulgou um comunicado indicando que Almada “está a viver um período de grande exigência no sistema de abastecimento de água”, atribuindo-o às temperaturas elevadas e ao aumento significativo da população sazonal no concelho, que “fizeram disparar o consumo de água”.

O Movimento Futuro da Costa, que se candidatou nas ultimas autárquicas, anunciou a realização na manhã de segunda-feira de uma concentração de protesto junto aos SMAS Almada, enquanto nas redes sociais está a ser anunciada a realização, no dia 08 de julho, na Costa da Caparica, de um cordão humano silencioso para apelar à resolução urgente da falta de água na Costa da Caparica.

Segundo dados do Pordata, o concelho de Almada, no distrito de Setúbal, tem atualmente 202.896 habitantes, mais 19.562 em relação a 2021 (últimos censos) e mais 27.651 em relação a 2011.