Reunião a sós entre Seguro e o Papa Leão XIV no Vaticano durou 40 minutos

A seguir, houve um momento alargado à comitiva do chefe de Estado português, com a habitual troca de presentes.

O Presidente da República, António José Seguro, foi hoje de manhã recebido pelo Papa Leão XIV, na sua primeira visita oficial ao Vaticano.

Segundo fonte da Presidência da República, António José Seguro esteve reunido a sós com o Papa durante 40 minutos. A seguir, houve um momento alargado à comitiva do chefe de Estado português, com a habitual troca de presentes.

O Presidente da República ofereceu a Leão XIV uma escultura em porcelana de Cristo crucificado, da Vista Alegre, da autoria do arquiteto português Álvaro Siza Vieira, e o Papa ofereceu-lhe uma peça intitulada "Cornucopia", reprodução da decoração do pavimento da Capela do Santíssimo Sacramento da Basílica de São Pedro, adiantou a mesma fonte.

A comunicação social não pôde entrar no Palácio Apostólico, apenas registar a chegada do chefe de Estado, acompanhado pela sua mulher, Margarida Maldonado Freitas, ao Pátio de São Dâmaso, perante um destacamento honorífico da Guarda Suíça Pontifícia, cerca das 08h45 locais (07:45 em Lisboa).

A comitiva do Presidente da República incluiu a embaixadora de Portugal junto da Santa Sé, Maria Amélia Paiva, a secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Inês Domingos, a chefe da sua Casa Civil, Cláudia Ribeiro, e o chefe do Protocolo do Estado, Francisco Vaz Patto.

Após a audiência papal, que teve lugar na biblioteca privada do Papa, António José Seguro teve um encontro com o secretário para as Relações com os Estados e as Organizações Internacionais da Santa Sé, arcebispo Paul Richard Gallagher, na Sala dos Tratados, e visitou ainda a Capela Sistina e a Basílica de São Pedro, sem comunicação social.

O Presidente da República chegou a Roma na quarta-feira à tarde e visitou na capital italiana a Igreja de Santo António dos Portugueses, lugar histórico de acolhimento de peregrinos nacionais.

Em declarações aos jornalistas, António José Seguro manifestou "enorme expectativa" em conhecer e ouvir o Papa Leão XIV num tempo em que tantos líderes mundiais "parecem ter esquecido a importância da diplomacia e do diálogo".

O chefe de Estado referiu que iria transmitir ao Papa "a amizade dos portugueses" e renovar o convite que lhe dirigiu formalmente em maio para uma visita a Portugal em 2027 – ano em que se assinala 500 anos de representação diplomática permanente da Santa Sé no país e em que a Igreja Católica comemora o 110.º aniversário de Fátima.

"E espero falar, e sobretudo também escutar, porque é importante nós escutarmos a voz do Papa, sobre aquilo que são as preocupações das pessoas: acabar com as guerras, para acabar com o sofrimento das pessoas, quer aqueles que estão diretamente atingidos pelas balas e pelas armas, quer aqueles que sofrem diretamente com o aumento do preço do petróleo e com as consequências que isso tem no aumento do preço da carestia da vida", afirmou.