Richie Campbell hoje na Altice Arena: "vai ser um concerto especial"

Músico sobe ao palco lisboeta às 21h00. Enchente está garantida.

Após a primeira parte do DJ set de SoGood, Richie Campbell sobe hoje ao palco da maior sala de espetáculos do país, a Altice Arena, às 21h00. “Este vai ser um concerto especial, como foi aliás o último [na Altice Arena], em que podemos fazer coisas que não podemos fazer noutros sítios, tocamos mais tempo, podemos tocar músicas de todos os álbuns e obviamente alguma surpresas que não posso revelar”, afirma o músico, em curta entrevista à nossa rádio. 

 

A enchente está garantida, pronta a suplantar a multidão de 14 mil espectadores do concerto de há cinco anos no mesmo pavilhão. "Vão estar mais de 14 mil pessoas, porque já ultrapassámos a outra lotação. Já vendemos mais do que da outra vez. Para mim já é uma vitória saber que estamos a crescer".

Richie Campbell lamenta que o concerto de há cinco anos não tenha sido filmado e gravado para a posteridade. Restam-lhe as memórias, que são muito boas. "Lembro-me de estar com alguma ansiedade antes do concerto e de me aperceber, quando subi a palco, que iria ser o concerto mais fácil da minha vida, porque era um sítio onde estavam 14 mil pessoas, que foram de propósito para me verem e para cantarem as músicas comigo. Não tinha que convencer as pessoas, nem estava noutro festival onde estavam outros artistas. Lembro-me precisamente do momento em que consegui relaxar e perceber que era um concerto especial e que mais valia aproveitar”.

 

O álbum em destaque neste espetáculo vai ser evidentemente o seu novo disco "Heartbreak & Other Stories". O som está diferente, mas Richie Campbell nega que tenha mudado de geografia musical. "Acho que o ponto de partida continua a ser a Jamaica. A própria música jamaicana já viajou muito e influenciou muita da música norte-americana. A geografia da minha música é mais ampla, mas a base continua a ser a mesma. Há muita música na Nigéria, o afrobeat, que é muito influenciado pela música jamaicana, está a crescer muito. Acho que a música é uma partilha de culturas e de ideias e eu quero que a minha música seja também isso”.

O que Richie Campbell não nega é que "Heartbreak & Other Stories" seja um disco de rutura amorosa. Mas tal como o título, Campbell alarga-lhe o conceito. "Em Heartbreak & Other Stories, falo das minhas experiências ao longo da minha e daquilo que tenho mais facilidade em escrever que são relações de amor. Este álbum tem um foco maior na parte do heartbreak", reconhece.  

The Weeknd é um dos fantasmas a espreitar neste novo álbum. "Sinto que no r&b foi dos artistas que me tem dito algo mais nos últimos anos. Mas nas outras vertentes, não. Por exemplo, no meu último single Heartless, há quem ouça The Weeknd, há quem ouça afrobeat feito de outra maneira. É um bocado essa mistura que eu tento fazer".

O passaporte de Richie Campbell está atualizado, a carrinha também pronta. A estrada e o mundo dos palcos vão rechear os próximos tempos do artista nacional. "Já temos alguns concertos marcados. Estamos a tentar mais uns. É muito importante promover este álbum em algumas cidades específicas fora daqui. E, claro, é muito importante fazer o circuito nacional. Depois de uma ausência de dois anos, fui voltando aos poucos. Estou com saudades de voltar a alguns sítios onde já não atuo há algum tempo".