Risco de pobreza aumenta mais nos idosos

O retrato da evolução da pobreza em Portugal é feito pela Pordata.

Os idosos são grupo etário com o maior agravamento da taxa de risco de pobreza, que subiu de 17, 1% em 2022 para 21,1% em 2023. Um em cada cinco idosos ou vive sozinho e tem um rendimento bruto inferior a 632 euros ou vive num agregado familiar pobre.

Os dados são avançados pela Pordata, base de dados estatísticos da Fundação Francisco Manuel dos Santos, neste Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.

Em termos globais, a taxa de risco de pobreza em Portugal baixou ligeiramente em 2023, mas ainda há 1,8 milhões de pessoas a viverem em famílias com rendimento inferior a 632 euros por mês.

A Grande Lisboa lidera a tabela dos rendimentos médios mensais mais elevados (1375 euros), enquanto o Tâmega e Sousa regista o valor mais baixo (883 euros). O município com maior rendimento médio é Oeiras (1637 euros).

No contexto europeu, Portugal desceu para a 19.ª posição entre os 27 países da União Europeia, no rendimento mediano mensal das famílias, sendo ultrapassado pela Letónia. No topo, com os rendimentos mais elevados, estão o Luxemburgo, a Dinamarca e a Áustria.