Robô quadrúpede completa maratona em 4 horas e 19 minutos

Um robô quadrúpede completou uma maratona na Coreia do Sul com uma única carga de bateria e terminou a prova com energia para mais 25 quilómetros.

Um robô quadrúpede completou uma maratona em 4 horas e 19 minutos com uma única carga de bateria, um feito destacado não tanto pelo tempo alcançado, mas pela eficiência energética.

Os avanços no controlo de robôs com pernas ampliaram as suas possíveis aplicações no mundo real e entre os exemplos estão operações de resgate em zonas de catástrofe e regiões montanhosas.

No entanto, estes progressos são limitados pela capacidade de operar para além de cerca de 20 quilómetros, devido à duração da bateria.

Ao contrário dos modelos com rodas, os robôs com pernas gastam energia continuamente nas articulações para sustentar o peso do corpo e mitigar a perda de energia cinética durante os 'passos' intermitentes, o que reduz a autonomia da bateria entre as recargas.

Investigadores da universidade sul-coreana KAIST propuseram-se a resolver este problema e publicam agora as características do RAIBO2 na revista Nature, noticiou na quarta-feira a agência Efe.

Robô completou a maratona com uma só carga

O robô conseguiu completar a 22.ª edição da Maratona de Sangju, na Coreia do Sul, em 4 horas, 19 minutos e 52 segundos, uma corrida em que participou ao lado de corredores humanos.

Eficiência energética aumenta autonomia do robô

O aparelho foi concebido para lidar com questões relacionadas com a perda de energia, tanto a nível de software como de hardware, incluindo pernas leves, circuitos de controlo de motores mais otimizados e regras de movimento melhoradas através da aprendizagem automática.

Durante a maratona, manteve uma velocidade média de 2,64 metros por segundo num percurso conhecido pela sua dificuldade, com um desnível de 286 metros e troços de terreno escorregadio.

Ao chegar à meta, o RAIBO2 tinha consumido 1.280 watts-hora de energia e atingido um custo total médio de transporte de 0,25 (uma medida da energia consumida durante a deslocação, tendo em conta o peso do robô).

RAIBO2 podia percorrer mais 25 quilómetros

Os autores salientaram que este é o primeiro robô quadrúpede cujo custo de transporte é inferior ao valor humano de 0,37 e estimam que poderia ter percorrido mais 25 quilómetros.

O robô apresenta uma autonomia por carga de bateria aproximadamente três vezes superior à dos robôs quadrúpedes existentes.

Os resultados fornecem informação para melhorar a eficiência dos robôs com pernas, com o objetivo de contribuir para ampliar a sua autonomia operacional e potenciar a sua utilidade.