Rodoviária do Alentejo "está a avaliar" origem do acidente com autocarro em Beja
A Rodoviária garante que vai prestar apoio aos familiares do motorista que morreu no acidente.
A Rodoviária do Alentejo “está a avaliar” as causas do despiste do autocarro perto de Baleizão, no concelho de Beja, sublinhando que vai “prestar todo o apoio” aos familiares do motorista e passageiros feridos, revelou hoje a empresa.
Em comunicado, a Rodoviária do Alentejo lamenta o acidente ocorrido na Estrada Nacional 260 (EN260), do qual resultou a morte do motorista e ferimentos em sete passageiros, dois dos quais graves.
“Um autocarro operado pela Rodoviária do Alentejo, ao serviço da Rede Expresso, esteve na origem de um acidente, ocorrido esta manhã, perto de Baleizão, no Alentejo, do qual há a lamentar a morte do condutor, ainda dois feridos graves e cinco ligeiros, os únicos ocupantes da viatura”, lê-se no documento.
Afirmando que “está a avaliar o que esteve na origem do acidente”, a empresa adiantou que “tudo indica pelas informações prestadas pelos passageiros” que o motorista “foi vítima de uma doença súbita” que o levou a “perder o controlo da viatura, despistando-se em seguida”.
“A Rodoviária do Alentejo irá prestar todo o apoio aos familiares do nosso motorista e aos restantes passageiros feridos e respetivas famílias”, acrescentou.
O alerta para o acidente foi dado às 08h35 e o trânsito na EN260 foi cortado nos dois sentidos.
Ao fim da manhã, e depois de ter sido feita a limpeza total da via, o trânsito começou a circular de forma alternada, aguardando-se a remoção do autocarro, que ficou capotado, informou fonte da GNR.
O Núcleo de Investigação de Crimes em Acidentes de Viação (NIVAC) da GNR esteve no local a averiguar as causas do acidente.
O autocarro fazia o percurso de Vila Verde de Ficalho, no concelho de Serpa, para Sete Rios, em Lisboa, e, segundo o comandante dos Bombeiros Voluntários de Beja, transportava passageiros de Vila Verde de Ficalho e de Serpa e deveria "apanhar mais pessoas" em Baleizão e Beja.
De acordo com o comandante, Pedro Barahona, a vítima mortal tinha 51 anos.
Fonte da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), à qual pertence o Hospital de Beja, disse terem entrado naquela unidade de saúde os sete feridos provenientes do acidente, nomeadamente quatro mulheres e três homens, um deles estrangeiro, com idades "entre os 21 e os 70 anos".
Os dois feridos graves são um homem e uma mulher, ambos de 70 anos, e "deram entrada no bloco operatório", acrescentou.
O comandante dos Bombeiros de Beja precisou à Lusa que estes dois feridos graves "sofreram amputações".
O acidente mobilizou 63 operacionais, apoiados por 26 viaturas e o helicóptero, incluindo meios dos bombeiros, GNR e Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
