Rumo à final: especialista que acertou nos últimos três Mundiais revela futuro de Portugal

Economista alemão Joachim Klement apresentou modelo matemático que coloca Portugal na final do Mundial 2026.

A contagem decrescente para o Mundial 2026 está por todo o lado e para não fugir à tradição, já começaram as apostas quanto ao vencedor. 

Por entre vários palpites, destaca-se o modelo elaborado por Joachim Klement.  

O economista alemão, conhecido por prever corretamente os vencedores dos Mundiais de 2014, 2018 e 2022, aponta Portugal como finalista vencido no Mundial 2026, com os Países Baixos a conquistarem o título.  

Baseado num modelo que mistura dados socioeconómicos com o fator sorte, o estudo prevê vitórias de Portugal sobre Costa do Marfim, Suíça, Argentina e Inglaterra antes da derrota na final. 

Assim, segundo este estudo , vão ser os Países Baixos a vencer no Estádio MetLife em Nova Jersey, no próximo dia 19 de julho, depois de levarem a melhor sobre Portugal na grande final.  

O MODELO

O modelo matemático de Klement faz uma combinação de dados socioeconómicos com dados desportivos e geográficos.

Entre estes destacam-se o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, o tamanho da população, a temperatura média do país, o ranking da FIFA e a vantagem de jogar em casa. No entanto, a sorte também entra nesta equação. 

"Com estas variáveis, consigo explicar cerca de 55% da variação do sucesso das seleções num Campeonato do Mundo. Mas isto significa que cerca de 45% do resultado é determinado pela sorte. Assim, o meu modelo inclui um elemento de acaso ao determinar o resultado de jogos entre duas equipas. Sim, uma equipa pode ter uma elevada probabilidade de vencer outra, mas as surpresas acontecem, e o meu modelo tem esses efeitos em conta", explica Joachim Klement.

No modelo, Portugal vence o grupo K e segue para a fase a eliminar ao lado da Colômbia, que deve ficar no segundo lugar.

PORTUGAL RUMO À FINAL

A seleção Nacional vai defrontar Costa do Marfim nos 16 avos de final, seguindo em frente para jogar com a Suíça nos oitavos.

Nos quartos de final, de acordo com os cálculos de Klement, vamos ter jogo grande com a Argentina, naquilo que representaria, também, o último duelo entre Ronaldo e Messi, que, ao que tudo indica, vão despedir-se dos Mundiais nesta edição. 

"Os quartos de final entre Argentina e Portugal colocam frente a frente a campeã em título (e a última seleção sul-americana ainda em prova) - que continua a depender bastante de uma estrela em final de carreira - e uma equipa que nunca venceu um Mundial e que também continua muito dependente de uma estrela veterana. Mas, ao contrário da Argentina, Portugal tem muito mais profundidade e qualidade no plantel e, desde que Ronaldo não atrapalhe, deverá vencer este jogo no prolongamento", sublinha Joachim Klement.

Nas meias-finais, a Inglaterra vai ser o último obstáculo da seleção das Quinas, repetindo-se o que aconteceu em 2006, mas nos quartos, com a seleção portuguesa a ganhar, mas sem necessidade de recorrer ao desempate por grandes penalidades. 

"A meia final, entre Inglaterra e Portugal, promete ser muito equilibrada. Duas seleções repletas de talento individual, duas equipas cujos treinadores são frequentemente criticados por comentadores e adeptos por não conseguirem tirar o melhor rendimento coletivo dos seus jogadores", diz o economista, antes de prever o desfecho favorável a Portugal. 

"Neste caso, o meu modelo prevê uma vitória tangencial de Portugal, num jogo duro, pouco atrativo e com poucos golos, já que ambas as equipas deverão entrar em campo mais preocupadas em não sofrer do que em arriscar nesta fase tão importante da competição", explica. 

OS PAÍSES BAIXOS

Portugal vai assim agarrar uma lugar na grande final do Mundial 2026. O estudo diz que o outro finalista será a seleção dos Países Baixos, que vão acabar por deixar para trás Marrocos, Canadá, França e Espanha. 

"Isto significa que vamos ter uma final entre duas seleções que nunca conquistaram um Campeonato do Mundo. Algo semelhante ao que aconteceu no Mundial 2010, com Espanha e Países Baixos. Vamos, portanto, ter um campeão mundial inédito. O nosso modelo não prevê que nem os Países Baixos nem Portugal sejam equipas especialmente entusiasmantes de ver jogar (...) Normalmente, numa final do Campeonato do Mundo, ambas as equipas entram em campo sobretudo para evitar erros, e seleções que nunca conquistaram o troféu tendem a sentir ainda mais a pressão do momento. O desfecho costuma ser jogos decididos por margens mínimas - um 1-0 com um penálti, por exemplo. E é exatamente isso que volta a acontecer aqui, desta vez com o vencedor final a ser… os Países Baixos", explica Joachim Klement.

JOGOS DE PORTUGAL

A seleção nacional começa o estágio para o Mundial 2026 na próxima segunda-feira na Cidade do Futebol, em Oeiras, tendo previstos dois jogos de preparação antes da partida com destino a Miami.

Sábado, dia 6 de junho, joga com o Chile, no Estádio do Jamor, em Oeiras. Quatro dias depois com a Nigéria, no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria. 

A estreia de Portugal está agendada para dia 17 de junho frente ao Congo. Segue-se o Uzbequistão, no dia 23, e a fechar a fase de grupos, Portugal enfrenta a Colômbia. 

Resta, agora, perceber se Klement vai manter o registo imaculado na hora de prever os vencedores do Campeonato do Mundo.

Em 2014 acertou em cheio, com a Alemanha, repetindo o feito nas duas edições seguintes, conquistadas por França em 2018 e Argentina em 2022.

Vamos esperar assim que seja Portugal a colocar fim ao modelo matemático deste economista alemão... mas só no resultado do jogo da grande final do Mundial 2026.