Rússia diz que efeito das sanções afeta sobretudo o ocidente
O primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, afirma que a atual situação é consequência direta das ações do Ocidente.
A Rússia considerou hoje que o aumento da pressão provocada pelas sanções internacionais têm um efeito negativo na economia dos próprios países que promovem as restrições contra Moscovo
"A situação muda rapidamente, o "Ocidente em conjunto" aumenta a pressão com sanções contra a Rússia e a Bielorrússia, apesar das consequências negativas dessas políticas afetarem os próprios promotores", disse o primeiro-ministro russo Mikhail Mishustin citado pela agência oficial da Rússia RIA Novosti.
Num discurso perante o Conselho Intergovernamental da União Económica Euro-Asiática, Mishustin destacou o papel do organismo no momento em que são afetadas as bases do sistema económico e comercial a nível mundial.
"Os Estados ocidentais tentam acusar o nosso país de ter provocado a crise alimentar global estando conscientes de que a atual situação é consequência direta das ações que tomaram", afirmou na reunião que decorre no Quirguistão.
A União Económica Euro-Asiática é constituída pela Arménia, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia.
O primeiro-ministro russo disse ainda que as "sanções contra a Rússia" agravaram as tendências negativas globais e que os bancos e as instituições financeiras deixaram de conceder créditos assim como não asseguram contratos de venda de alimentos e fertilizantes russos.
Por outro lado, declarou que os países da União Económica Euro-Asiática, "em matéria de alimentos" estão em situação vantajosa.
"Alcançamos um elevado nível de "auto-abastecimento" em relação aos produtos agrícolas", disse o chefe do governo da Rússia declarando que o organismo económico liderado pela Rússia é um dos maiores exportadores de alimentos do mundo.
As sanções internacionais contra a Rússia foram desencadeadas após a nova invasão russa da Ucrânia, no passado mês de fevereiro.
