Rússia diz ter sido atingida por mísseis norte-americanos em ataque ucraniano

Ucrânia confirma que disparou para um arsenal russo na região de Bryansk, mas não adianta que tipo de munições utilizou.

O Ministério da Defesa da Rússia adiantou esta terça-feira que a Ucrânia já utilizou seis mísseis de longo alcance de fabrico norte-americano para atingir a região de Bryansk.

Num comunicado citado por várias agências russas de notícias e pela Associated Press, Moscovo diz ter abatido cinco destes mísseis e danificado um sexto.

Os fragmentos dos mísseis terão caído numa zona militar e provocado um incêndio, avança o ministério russo citado pela agência estatal de notícias TASS, sem provocar mortes.

A agência Reuters, que cita dois média ucranianos, adianta que o alvo dos disparos terá sido um arsenal russo junto a Karachev, na região de Bryansk.

As mesmas fontes ucranianas adiantam que esta foi a primeira utilização de mísseis ATACMS fornecidos pelos EUA. 

A Ucrânia não confirma que tipo de armamento utilizou nesta ofensiva, mas esta terça-feira já tinha adiantado que o Exército do país atacou o arsenal do 1046.º Centro de Apoio Logístico perto de Karachev e que foram ouvidas várias explosões e detonações na área.

Esta terça-feira - dia em que se assinalam mil dias de guerra, o Presidente russo, Vladimir Putin, assinou um decreto que alarga a possibilidade de utilização de armas nucleares, depois de os Estados Unidos terem autorizado Kiev a atacar solo russo com os mísseis de longo alcance.

O “documento de planeamento estratégico” inclui a “posição oficial sobre a dissuasão nuclear”, “define os perigos e ameaças militares contra os quais se pode atuar com dissuasão nuclear” e garante uma resposta à “agressão” de “um potencial inimigo", quer contra a Rússia, quer "contra os seus aliados".

O decreto, publicado no portal de documentos legais das autoridades russas, visa “melhorar a política estatal no domínio da dissuasão nuclear” e contempla a sua entrada em vigor a partir da mesma assinatura de Putin.

De acordo com a nova documentação, qualquer ataque à Rússia que seja apoiado por uma potência nuclear é considerado um ataque conjunto contra Moscovo.

Assim, qualquer ofensiva em que sejam utilizados meios como mísseis ou drones contra a Rússia - e que tenha o apoio de uma potência nuclear - pode ter como resposta um ataque nuclear.