Secretário-geral da Nato, Jens Stoltenberg, reconduzido no cargo
Os países da Nato prolongaram o mandato até setembro de 2023.
Os países membros da NATO concordaram hoje em prolongar o mandato do atual secretário-geral, Jens Stoltenberg, por mais um ano, até 30 de setembro de 2023, dada a crise de segurança atual à luz da guerra lançada pela Rússia na Ucrânia.
"Os aliados da NATO concordaram hoje em prolongar o mandato do secretário-geral Jens Stoltenberg por mais um ano, até 30 de setembro de 2023", anunciou a organização, acrescentando que "os aliados agradeceram ao secretário-geral a sua liderança e dedicação, particularmente neste momento crítico para a segurança internacional".
O próprio responsável norueguês, que, à entrada para a cimeira de líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte, ao ser questionado sobre a possibilidade de ficar mais um ano no cargo, dissera que essa era uma decisão que cabia aos 30 membros da Aliança, já reagiu à decisão dos chefes de Estado e de Governo, manifestando-se "honrado".
"Honrado com a decisão dos chefes de Estado e de Governo da NATO de prolongar o meu mandato como secretário-geral até 30 de setembro de 2023. Ao enfrentarmos a maior crise de segurança de uma geração, estamos unidos para manter a nossa Aliança forte e o nosso povo seguro", escreveu.
Em fevereiro, o ministério das Finanças norueguês havia anunciado que Jens Stoltenberg, secretário-geral da NATO desde 2014, ia ser o próximo governador do banco central da Noruega, apontando dezembro para a sua tomada de posse.
Stoltenberg, de 62 anos, economista de formação, tinha indicado anteriormente que só poderia assumir o cargo se viesse a ser designado depois de 01 de outubro, após o fim do seu mandato à frente da NATO, que afinal é assim prolongado, face ao regresso da guerra à Europa, no que constitui, como o próprio hoje reiterou à chegada à cimeira, "a maior crise de uma geração".
