Seis pessoas realojadas após queda de grua na Figueira da Foz
De acordo com os bombeiros não foram registados feridos, mas os danos "serão consideráveis".
Seis pessoas tiveram de ser realojadas durante a noite após a queda de uma grua sobre cinco prédios no centro da Figueira da Foz, informou hoje o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra.
Atingiu seis casas em três ruas da zona turística do Bairro Novo, e provocou três desalojados, informou fonte oficial do município.
Segundo a mesma fonte, os três desalojados habitavam duas das casas atingidas: dois irmãos foram para outra habitação e uma idosa foi acolhida em casa da filha.
A grua de 60 toneladas está adstrita a uma obra particular de requalificação de um edifício na rua da Liberdade – que foi sede do PSD local. O equipamento de construção civil estava colocado nas traseiras daquele prédio (na rua Académico Zagalo, vedada ao trânsito devido aos trabalhos) e caiu sobre uma casa daquela rua e outras cinco das ruas Bernardo Lopes e Raimundo Esteves.
Pelas 10h30 de hoje decorriam trabalhos de remoção da grua acidentada, com recurso a equipamentos pesados, constatou a agência Lusa.
O alerta para a queda da grua foi dado pelas 03h05 de hoje e, no local, estiveram meios dos Bombeiros Sapadores da Figueira da Foz, Proteção Civil Municipal e PSP, com quatro veículos e 11 operacionais.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada este domingo, após uma reunião do Conselho de Ministros, até dia 08 de fevereiro.
*notícia atualizada às 12h51
