Sem chuva a limpeza dos terrenos é ainda mais urgente
A maioria do país está em situação de seca moderada a extrema.
Seriam precisas "algumas semanas de chuva" para repôr a humidade nas plantas e nos solos de modo a evitar o risco de incêndio florestal, em pleno inverno.
A maioria do país está em situação de seca moderada a extrema e é preciso tomar alguns cuidados no que diz respeito aos terrenos.
O especialista em gestão do território e Diretor do Departamento de Geografia da Universidade do Minho, António Bento Gonçalves, explica que "as plantas estão a incorporar menos água nos seus tecidos e portanto é muito mais fácil que um incêndio se possa propagar com alguma velocidade".
Janeiro e fevereiro são meses, tradicionalmente, de queimas e queimadas sobretudo no norte do país e é uma tradição que agora se vê restringida devido ao tempo seco e ao perigo de incêndio.
O especialista António Bento Gonçalves, explica que seriam necessárias semanas de chuva para repor os níveis de humidade nas plantas e nos solos e apela ao não uso do fogo.
O também criador do curso de Proteção Civil e Gestão do Território, da Universidade do Minho, pede para que se cumpra a legislação relativa à "limpeza da vegetação em torno das habitações, de um lado e de outro das estradas, em torno das aldeias, as faixas de gestão de combustível estarem bem limpas e sobretudo a não utilização do fogo seja em que atividade seja, porque o risco é muito elevado nesta altura".
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê aguaceiros para este fim de semana, mas não há expectativa de que a chuva este mês seja suficiente para inverter a situação de seca meteorológica.
