Sérgio Godinho leva canções de amor ao Campo Pequeno e ao Coliseu do Porto em fevereiro
No âmbito da 12.ª edição do festival Às Vezes o Amor que decorre de 12 a 15 de fevereiro em 15 cidades portuguesas.
Estamos em contagem decrescente para a 12.ª edição do festival Às Vezes o Amor – edição que decorre de 12 a 15 de fevereiro em 15 cidades portuguesas.
A edição de 2026 arranca com um espetáculo especial de Sérgio Godinho, que apresenta "As Canções de Amor de Sérgio Godinho – Biografias do Amor".
Em Lisboa, o concerto vai ser no Campo Pequeno, a 13 de fevereiro. No Porto, o músico, compositor e escritor vai subir ao palco do Coliseu do Porto, a 15 de fevereiro. "Após mais de cinco décadas de atividade e com mais de três dezenas de discos editados, Sérgio Godinho reúne pela primeira vez em palco as suas canções de amor, num espetáculo que cruza memória, redescoberta e atualidade", diz o comunicado de imprensa sobre os concertos. "As chamadas canções de amor são muitas vezes entidades mistas, ao ponto de já não saber por que nome as chamar. Daí que se possam definir também de outras formas: canções de amor são aquelas que nasceram por amor pela vida, pelas lutas da vida, pelas questões que nos pomos vida fora", diz Sérgio Godinho em comunicado. “Seja dito que tenho muitas canções cujo foco é mesmo o amor, como força vital e motivadora – e são essas que, pela primeira vez, reúno e partilho em palco. Até porque há algo de mágico nesse ato de as juntar: elas vão adquirindo novos sentidos, no decorrer das suas vidas e, ao mesmo tempo, permanecem intactas. Assim são as canções de amor. Por isso as continuo a cantar. Sumo após sumo", sublinha o músico e escritor.
Esta quinta-feira, dia em que o festival foi apresentado à imprensa no Teatro Tivoli, em Lisboa, conversámos com o próprio Sérgio Godinho sobre a estreia no festival que celebra o amor.
O que está a preparar para os dois concertos
No fim de contas, é uma recolha que, de certo modo, foi inspirada no disco que fiz, chamado Biografias do Amor, mas com acrescentos. Esse álbum é uma recolha de canções de amor minhas, seja lá o que isto quer dizer, porque acho que o amor é uma coisa complexa. Muitas canções minhas falam de amor, mas de uma maneira não proverbial. Enfim, à minha maneira, não é? Acho que é, sobretudo, um ponto de partida para reviver e revitalizar parte do meu reportório neste conceito das canções de amor. Foi este o pretexto para esta série de espetáculos.
Vai ser uma alegria, até porque tenho uma banda mista com dois dos meus assessores de sempre, mas também com outras acrescentos. Tenho o António Quintino que é um multi-instrumentista e que faz arranjos também. É ele quem vai dirigir, digamos, o espetáculo musicalmente, assim como o Nuno Rafael. E depois levo outros músicos e mais duas teclistas que cantam maravilhosamente. Falo da Margarida Campelo e da Inês Santos. Estamos a trabalhar todos os afincadamente para estes espetáculos porque não são espetáculos de manutenção. Não são concertos apenas para relembrar o que sempre tocamos. É também mexer em material novo. Isso é algo muito estimulante para mim. Mexe comigo e puxa por mim. E eu gosto que puxem por mim. Sou muito recetivo às novas propostas dos músicos.
E já que falamos de amor, quão urgente é o amor e as canções de amor?
O amor pode abranger vários campos, não é? Pode ser o amor fraternal, o amor filial, o amor por outra pessoa, enfim, com consequências nos filhos que podem daí advir. Há também o amor entre as pessoas versus o ódio que tanto grassa. E grassa neste país, de uma maneira bastante presente. E também no mundo. Portanto, é urgente proclamar o amor, isso sim. É uma urgência, passo a redundância, bastante urgente.
Estreia no festival Às Vezes o Amor, cujo nome é também o título de uma canção de Sérgio Godinho
É a primeira vez que sou convidado e com protagonismo grande neste festival que, de facto, nasceu de uma canção minha, de maneira que estou na minha casa.
Além de Sérgio Godinho, o festival Às Vezes o Amor conta com duas mãos cheias no cartaz. Há concertos de GNR, Buba Espinho, Luís Trigacheiro e Ricardo Ribeiro (com a Sociedade Filarmónica Ouriense), Carolina de Deus, Delfins, Fernando Daniel, Marisa Liz, Aurea, Carolina Deslandes, João Pedro Pais, José Pinhal Post-Mortem Experience e Rui Massena.
A programação da edição deste ano conta com 16 concertos que vão estar distribuídos por 15 cidades.
Programação do festival:
GNR
12 de fevereiro | Multiusos de Gondomar
"As Canções de Amor de Sérgio Godinho - Biografias do Amor"
13 fevereiro | Sagres Campo Pequeno, Lisboa
+
15 fevereiro | Coliseu Porto Ageas, Porto
Aurea
13 fevereiro | Audir, Peso da Régua
+
14 fevereiro | UBBO, Amadora - Entrada Gratuita
Buba Espinho
14 fevereiro | Amarante Cine-Teatro
Carolina Deslandes
14 fevereiro | Centro Cultural de Paredes
Carolina de Deus
14 fevereiro | Teatro Virgínia, Torres Novas
Delfins
14 fevereiro | Teatro José Lúcio da Silva, Leiria
Fernando Daniel
14 fevereiro | Teatro Municipal de Vila do Conde
João Pedro Pais
14 fevereiro | Centro de Artes de Vale de Cambra
José Pinhal Post-Mortem Experience
14 fevereiro | Teatro Aveirense, Aveiro
Luís Trigacheiro
14 fevereiro | Auditório Carlos do Carmo, Lagoa (duas sessões)
Marisa Liz
14 fevereiro | Teatro Municipal da Lousã
Ricardo Ribeiro & Sociedade Filarmónica Ouriense
14 fevereiro | Teatro de Ourém
Rui Massena
14 fevereiro | Ponto C, Penafiel
