Sete mortes por violência doméstica entre abril e junho
As forças de segurança registaram ainda mais de 7.800 queixas no segundo trimestre.
As forças de segurança registaram um aumento de 13,3% nas participações por violência doméstica entre abril e junho deste ano, com mais de 7.800 casos, tendo sido assassinadas sete pessoas no mesmo período.
De acordo com os dados mais recentes da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), referentes ao segundo trimestre de 2026, a Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Guarda Nacional Republicana (GNR) registaram 7.871 ocorrências por violência doméstica nos meses de abril, maio e junho.
Este valor representa assim um aumento de 13,3% face ao primeiro trimestre de 2016, quando foram registados 6.949 casos, e uma subida de quase 2% em comparação com o período homólogo, tendo em conta que entre abril e junho de 2025 houve 7.718 ocorrências por violência doméstica.
De acordo com os dados da CIG, neste segundo trimestre de 2026 foram assassinadas sete pessoas em contexto de violência doméstica, entre cinco mulheres, uma criança e um homem, o que significa mais uma pessoa morta do que entre janeiro e março.
No total dos seis meses já contabilizados, as estatísticas mostram treze pessoas mortas, menos duas do que em igual período de 2025.
Por outro lado, as prisões portuguesas contabilizavam neste segundo trimestre do ano 1.643 reclusos presos pelo crime de violência doméstica, divididos entre 415 pessoas em prisão preventiva e as restantes 1.228 a cumprir pena de prisão efetiva.
Em comparação com o primeiro trimestre, há uma subida, ainda que pouco expressiva (1.607). Já olhando para o período homólogo, é possível constatar um aumento de 12,4%, uma vez que nessa altura estavam presas 1.461 pessoas, 1.066 das quais a cumprir pena efetiva.
Relativamente às medidas de proteção das vítimas, os dados da CIG mostram também que no segundo trimestre de 2026 havia 6.522 pessoas com medida de teleassistência e 1.390 pessoas acolhidas na Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica, entre 681 mulheres, 688 crianças e 21 homens.
