Sindicato da PSP convoca concentração à porta do Comando Metropolitano do Porto

A concentração está marcada para 13 de julho.

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) vai convocar uma concentração à porta do Comando Metropolitano do Porto a 13 de julho, enquanto estiver a decorrer uma reunião a propósito de queixas de "escravatura" na Divisão de Investigação Criminal (DIC) do Porto.

"Já passou muito tempo, os colegas continuam saturados e cansados com este regime de piquetes. Nós demos aqui algumas tréguas, no sentido não literal, para ver se havia aqui algum tempo para a resolução do problema e nada foi feito", denunciou hoje à Lusa o presidente deste sindicato, Paulo Santos, após um plenário que juntou 70 polícias de investigação criminal do Porto.

Em causa estão várias queixas de elementos do DIC do Porto, que acusam o Comando Distrital do Porto de "escravatura" ao obrigá-los a cumprirem prevenções e piquetes "sem serem pagos".

O sindicalista revelou que o Comando Metropolitano do Porto marcou uma reunião para 13 de julho, às 10:00, em que a ASPP/PSP espera que seja aceite a sua proposta para que seja estabelecido um regime de turnos sem que seja necessário recorrer aos piquetes.

Durante a reunião, estes agentes vão concentrar-se à porta do comando, no Largo Primeiro de Dezembro, e, se não for aceite a proposta do sindicato, "vão partir para formas da luta mais contundentes nesse mesmo dia", avançou Paulo Santos, sem revelar mais pormenores.

A 12 de fevereiro, também após um plenário de elementos daquela divisão, Paulo Santos acusou o comando de ter "pouca disponibilidade" para dialogar.

"Estamos a falar de escravatura, estamos aqui a falar de polícias que estão a ser chamados a trabalhar mais horas, num regime de trabalho que é organizado pela própria Polícia de Segurança Pública, mas que depois empurra os polícias a fazer piquetes sem serem pagos", afirmou.

E continuou: "E estamos aqui, também, a falar de um regime de prevenção, que está estipulado na lei, mas que, na PSP [no Porto], o que se pretende fazer com as polícias é que estejam de prevenção sem ser compensados por isso monetariamente".

Segundo explicou à data à Lusa Paulo Santos, quando um agente está de prevenção tem que "ficar disponível para eventuais necessidades do serviço e com isso fica condicionado na sua vida particular sem que seja, depois, compensado".

Paulo Santos salientou que aquela situação, "noutras instituições, é paga" e que, "na PSP, uma vez mais, decide-se não avançar com essa compensação que decorre da lei".

A Lusa questionou o Comando Metropolitano e aguarda resposta.