Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-hospitalar aponta falhas no caso da mulher que morreu durante apagão

O socorro demorou 36 minutos.

O presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-hospitalar diz que é inaceitável, o tempo que demorou a socorrer uma vítima que acabaria por morrer durante o apagão.

A RTP avançou esta quinta-feira que uma mulher de 77 anos no Cacém morreu na segunda-feira, depois da máquina que lhe fornecia oxigénio ter ficado sem bateria.

O Instituto Nacional de Emergência Médica diz que o socorro demorou 36 minutos, o que para Rui Lázaro é demasiado: “Não é aceitável num país desenvolvido como Portugal. Fica a dúvida se não terá havido um atraso no acionamento do meio de emergência, como não havia telecomunicações. É preciso explicar o porquê deste atraso, quando habitualmente a demora é entre cinco e 10 minutos”.

Rui Lázaro critica também a Unidade Local de Saúde: “O plano de emergência da unidade que prescreve e que coloca este aparelho respiratório em casa deve sempre confirmar com todos os doentes que dependem dele que têm condições para manterem-no a funcionar para não porem em risco a vida. Não entendemos como é que neste caso isso não foi garantido”.

O Ministério da Saúde já ordenou uma auditoria a este caso para apurar o que aconteceu.