Sindicato Independente dos Médicos considera que ministra abordou "problemas concretos", mas faltou "planificar o futuro"

O SIM afirma que a ministra da Saúde chegou a muitos problemas concretos na conversa, mas deixou o plano para a saúde a longo prazo de fora.

O Sindicato Independente dos Médicos considera que faltou falar de "uma parte mais estrutural do futuro" da saúde na entrevista da ministra da Saúde.

Ana Paula Martins esteve esta quarta-feira em entrevista no Jornal da Noite da SIC, onde pediu mais tempo para resolver os problemas do SNS, anunciou a abertura 24 horas por dia do serviço de obstetrícia do Garcia de Orta e comentou as alterações à lei da violência obstétrica. 

O secretário-geral do SIM, Nuno Rodrigues, explica que a ministra da Saúde abordou "muitos problemas concretos", mas é preciso "planificar o futuro e resolver os problemas estruturais que existem". O sindicato afirma que Ana Paula Martins "ficou um bocadinho curta", em vez de focar "na árvore, precisamos de nos focarmos um pouquinho na floresta".

No entanto, a abertura da urgência de Obstetrícia do Hospital Garcia de Orta durante 24 horas por dia a partir de setembro é "uma boa noticia, que é a resolução e a abertura da urgência da Almada Seixal". Algo que será "fundamental" para que toda a Península de Setúbal que se mantenha aberta. Além disso, o regresso de seis médicos do setor privado para o público é para Nuno Rodrigues um um reflexo do acordo feito pelo SIM e das outras melhorias que foram "possíveis fazer".