SIRESP teve mais de 32 milhões de comunicações em julho

Cerca de 180 mil comunicações aconteceram no incêndio de Vouzela.

A rede SIRESP teve mais de 32 milhões de comunicações em julho, das quais 180 mil aconteceram no incêndio de Vouzela, onde "funcionou como tinha de funcionar", disse hoje o ministro da Administração Interna, em Leiria.

Luis Neves falava à margem de uma ação de formação relacionada com o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), que decorreu no auditório de Leiria para cerca de 100 profissionais das forças e serviços de segurança, proteção civil, corporações de bombeiros voluntários, autarquias, emergência médica, entre outras entidades do Estado.

"No mês de julho, o SIRESP teve mais de 32 milhões de comunicações. No grande incêndio de Vouzela estiveram em comunicações 180 mil comunicações, que funcionou [SIRESP] como tinha de funcionar. Nos grandes incêndios do norte do país, de Valpaços, Mirandela e Vila Verde, estiveram em causa 330 mil comunicações", disse Luís Neves.

Segundo o governante, a liderança da empresa que gere o SIRESP, face ao número de ocorrências que estavam e da necessidade, "fez deslocar duas estações móveis para que as comunicações pudessem ter, de facto, a celeridade que era necessária em questões de emergência".

O ministro adiantou que "para aqueles que olham sempre para uma teoria do caos, que é tudo mau, [é preciso] dizer que o SIRESP é uma marca com valor (...), que ajuda o país nas questões de emergência, sobretudo na esfera da proteção civil".

Elogiando estas ações de formação, que estão a ser realizadas em vários distritos, Luís Neves, defendeu que "o conhecimento em situações de emergência é fundamental" e "é fator decisivo para socorrer as pessoas e para salvar vidas".

Satisfeito pela preparação dos recursos humanos, Luís Neves entendeu que estas ações são o retomar de iniciativas para garantir que há "gente preparada".

"Sempre disse, ao longo da minha vida, que o conhecimento é fator decisivo, sobretudo em termos de emergência. E quando estamos em termos de emergência, coloca-se o 'stress'. Por isso, a preparação, antecipação, proatividade, treino, testagem, no momento em que o Estado está a adquirir bastantes mais equipamentos, de última geração, para que no futuro possamos estar preparados para todas estas situações", acrescentou.

A ação de formação incluiu um pequeno teste de triangulação, com os formandos, na presença do ministro da Administração Interna.

Segundo uma nota do Ministério da Administração Interna, a formação decorre durante quatro dias em "regime presencial e combina uma componente teórica, dedicada aos conceitos gerais da rede TETRA SIRESP, com uma componente prática, orientada para a operação dos terminais e das consolas de despacho".

"A metodologia adotada privilegia o saber-fazer, através de prática assistida e de exercícios aplicados a cenários operacionais", refere ainda o comunicado, ao acrescentar que o plano de formação pretende colmatar "necessidades essenciais apuradas após a análise de diversos eventos operacionais complexos e de grande dimensão".

No distrito de Leiria, a rede SIRESP abrange 16 municípios, com cerca de 230 terminais, estando em curso a expansão a mais de 100 juntas de freguesia, "reforçando a cobertura e a capacidade de articulação territorial".

Leiria conta ainda com três Centros de Despacho operacionais equipados com 11 consolas de despacho.