“Só em 2030.” FENPROF alerta que aumento de vagas em Educação Básica não resolve problemas no imediato

Mário Nogueira diz que falta investir na carreira e avisa que nem todos os alunos podem chegar a professores em 2030.

O secretário-geral da Federação Nacional de Professores (FENPROF) diz que o aumento de vagas em Educação Básica não chega para resolver os problemas no imediato da falta de professores.

Numa reação à subida de 20% nos cursos de Educação Básica, Mário Nogueira aplaude a medida, mas avisa que “estamos a falar de professores que o serão em 2030, se as vagas forem todas ocupadas, se todos chegaram ao final dos cursos, se depois de acabado o curso nenhum decidir ir para outra profissão”.

O líder da FENPROF diz o problema é “em setembro do ano que vem, no início do ano letivo” e avisa que “pouco ou nada está a ser feito para que a situação que nós vivemos há alguns anos [da falta de professores] esteja melhorada”.

Mário Nogueira alerta para a falta de atratividade da carreira

Mário Nogueira exige medidas imediatas para fixar professores, nomeadamente com um “investimento na carreira”: “O ministro diz várias vezes que a carreira se desvalorizou, diz que temos de apostar na carreira docente, melhorar as condições de trabalho, mas depois tenta atrair aposentados, tenta que professores que se estão para aposentar não se aposentem ou para adiar, o que não tem tido sucesso”.

“É bom que se abram mais vagas nos cursos para que mais jovens possam aceder à profissão, mas é preciso ganhar para o imediato e o imediato é ainda este ano letivo e sobretudo o início do próximo”, conclui o secretário-geral da FENPROF.

Líder da FENPROF saúda aumento de vagas, mas diz que não chega

As vagas foram conhecidas esta segunda-feira. As que dão acesso aos cursos de Educação Básica aumentaram 20% em relação ao ano passado, passando a haver mais 204. São agora 1197.