Stevie Wonder: "será que podemos sobreviver, se a Ucrânia não conseguir resistir?"

O músico falou sobre a invasão russa do território ucraniano. "É uma batalha pela alma do mundo", diz Wonder sobre o conflito.

O lendário Stevie Wonder manifestou-se sobre o conflito na Ucrânia - país que enfrenta o 12º dia da invasão russa levada a cabo com forças terrestres e bombardeamentos em várias cidades. Na passada sexta-feira, 4 de março, o músico norte-americano partilhou um vídeo nas redes sociais no qual condena a invasão russa e apela a todos que levantem a voz para evitar uma Terceira Guerra Mundial. "Será que podemos sobreviver, se a Ucrânia não conseguir resistir", começa por questionar Wonder.

"Estamos surpreendidos por perceber que as forças do mal estão vivas e que ainda agridem nos dias de hoje? Eu não estou surpreendido e vocês também não deviam estar. Eu componho e canto sobre isso porque consigo sentir, mas vocês deviam saber porque conseguem ver, a não ser que optem pela cegueira e não queiram ter nada a ver com o assunto", continuou o artista histórico.

"Isto não é apenas sobre a guerra na Ucrânia. Hoje é a Ucrânia que está na batalha da alma do mundo. [Os ucranianos] estão a lutar contra as forças do mal. E nós sabemos o que o mal é capaz de fazer. Não importa qual país ou cor", acrescentou ainda Wonder. "O mal ameaça a soberania de um país e a sanidade de todos os outros. Que outras tragédias serão necessárias para acabarmos com esta agressão? O ódio não tem cor nem lealdade. A ganância só se compromete com ela própria. Só nós, o povo, podemos impedir a Terceira Guerra Mundial. Temos de nos levantar para enfrentar e matar o ódio antes que o ódio nos mate. Eu acredito no poder do povo, de todo o povo. Podemos impedir isto agora mesmo".


A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar com três frentes na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamentos em várias cidades. As autoridades de Kiev contabilizaram, até ao momento, mais de dois mil civis mortos, incluindo crianças, e, segundo a ONU, os ataques já provocaram mais de um milhão de refugiados na Polónia, Hungria, Moldávia e Roménia, entre outros países.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional, e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, que responderam com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas para isolar ainda mais Moscovo.