Suspeito de disparar na gala dos correspondentes da Casa Branca presente a tribunal
O homem, que estaria na posse de várias armas, foi detido no sábado à noite num hotel onde decorreu o jantar com a presença de Donald Trump.
O suspeito detido após o tiroteio no jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca em Washington, nos EUA, será presente esta segunda-feira a um juiz.
O homem, que estaria na posse de várias armas, foi detido no sábado à noite no átrio do Hotel Washington Hilton, onde decorreu o jantar com a presença de Donald Trump, de JD Vance e da primeira-dama.
Ainda não são conhecidas as motivações claras do atirador, mas o procurador-geral interino dos EUA acredita que o homem pretendia atingir altas figuras da administração Trump, incluindo o presidente norte-americano.
Para Hugo Costeira, especialista em segurança interna, houve muitas e "clamorosas" falhas de segurança a começar na preparação do evento: "não me faz sentido que um hóspede uma ou duas semanas antes consiga entrar num hotel destes com o tipo de armamento e com o número de armas com que ele entrou. Portanto,-só aqui para mim já há uma falha preparatória muito, muito grande. E depois, claramente, que com o decorrer do evento, há outra coisa que acontece, que é esse hóspede, que nós vamos considerar a ameaça interna, já está dentro do hotel e mesmo assim consegue usar áreas que deviam estar vedadas, que deviam estar sob vigilância policial, para aceder (...) ao último perímetro antes da entrada" na sala onde decorria o jantar.
Ainda assim, a reação final das forças policiais a este incidente foi "um sucesso", até porque o atirador não morreu e pode agora "ser interrogado".
Feito o balanço, Hugo Costeira diz que os últimos cinco por cento da operação policial "correram bem, que é realmente a parte da reação", mas tudo o resto falhou, porque "um evento desta natureza não se pode medir por métricas de segurança-com sucesso, só porque conseguimos parar um atirador carregado de armas."
A grande pergunta, sublinha o especialista, é saber "como é que ele conseguiu chegar até aqui?"
O suspeito, que vai esta segunda-feira comparecer em tribunal, enfrenta duas acusações, de uso de arma de fogo durante um crime violento e de agressão a um agente federal com uma arma perigosa.
