TAP: Comissão de Trabalhadores diz que privatização é "erro crasso"
Cristina Carrilho refere que, historicamente, estas decisões "resultaram sempre em prejuízos para Portugal".
A coordenadora da Comissão de Trabalhadores (CT) da TAP, Cristina Carrilho, considerou hoje que a decisão do Governo em privatizar a companhia aérea é "um erro crasso", argumentando que, historicamente, estas decisões "resultaram sempre em prejuízos para Portugal".
"A Comissão de Trabalhadores vê esta decisão do Governo como um erro crasso. É isso que nós podemos dizer, porque nós sabemos que, historicamente, as tentativas de privatização da empresa nunca foram muito bem-sucedidas, resultaram sempre em prejuízos para Portugal, para o Estado, para os portugueses", disse Cristina Carrilho à Lusa.
A coordenadora da CT da TAP defendeu, então, que a TAP "deve ser 100% portuguesa, nunca deve ser privatizada", tendo expressado que ainda acredita que os planos para a privatização caiam por terra.
"Há sempre possibilidades para tudo, assim haja vontade e assim haja entendimento. Portanto, sim, há todas as possibilidades do Estado reverter esta situação e continuar a ser o único acionista da empresa, claro que sim", sublinhou a líder da organização de representação dos trabalhadores.
O Governo anunciou hoje a intenção de alienar pelo menos 51% do capital da TAP, reservando até 5% aos trabalhadores, adiantou o ministro das Finanças, Fernando Medina, no final do Conselho de Ministros.
"Esta é a percentagem mínima" da alienação, destacou.
De acordo com Cristina Carrilho, estes 5% reservados aos trabalhadores não são suficientes, sendo vistos com "todo o ceticismo".
"Aquilo que fica escrito, acordado, por mais que se diga que está protegido, não está", apontou, registando que esta percentagem "é algo que não dá aos trabalhadores poderes de decisão ou de influência na gestão da empresa".
Durante o anúncio ao início da tarde, Fernando Medina indicou que o executivo procura um "investidor de escala" no setor aéreo no contexto da reprivatização da TAP, que voltou à esfera do Estado durante a pandemia.
A ideia de incorporar a TAP num grupo de aviação externo foi também rejeitada por Cristina Carrilho.
"Uma companhia aérea, e neste caso a TAP, não tem necessidade de estar incluída, como alguns defendem, num grupo aéreo grande, para poder continuar a operar e ter mercados e etc.", atirou, remetendo para alternativas como a partilha de aviões ou rotas para que várias companhias aéreas tenham redes mais abrangentes.
Na semana passada, no parlamento, o primeiro-ministro, António Costa, colocou a hipótese, entre diferentes cenários, de se privatizar a totalidade do capital da TAP, apesar de indicar que o montante ainda não tinha sido definido e que irá depender do parceiro escolhido.
Medina garantiu ainda que o vencedor da privatização da TAP não será "simplesmente" o que apresentar a proposta de maior valor, mas sim a melhor a servir o país e a economia nacional.
"A Comissão de Trabalhadores vê esta decisão do Governo como um erro crasso. É isso que nós podemos dizer, porque nós sabemos que, historicamente, as tentativas de privatização da empresa nunca foram muito bem-sucedidas, resultaram sempre em prejuízos para Portugal, para o Estado, para os portugueses", disse Cristina Carrilho à Lusa.
A coordenadora da CT da TAP defendeu, então, que a TAP "deve ser 100% portuguesa, nunca deve ser privatizada", tendo expressado que ainda acredita que os planos para a privatização caiam por terra.
"Há sempre possibilidades para tudo, assim haja vontade e assim haja entendimento. Portanto, sim, há todas as possibilidades do Estado reverter esta situação e continuar a ser o único acionista da empresa, claro que sim", sublinhou a líder da organização de representação dos trabalhadores.
O Governo anunciou hoje a intenção de alienar pelo menos 51% do capital da TAP, reservando até 5% aos trabalhadores, adiantou o ministro das Finanças, Fernando Medina, no final do Conselho de Ministros.
"Esta é a percentagem mínima" da alienação, destacou.
De acordo com Cristina Carrilho, estes 5% reservados aos trabalhadores não são suficientes, sendo vistos com "todo o ceticismo".
"Aquilo que fica escrito, acordado, por mais que se diga que está protegido, não está", apontou, registando que esta percentagem "é algo que não dá aos trabalhadores poderes de decisão ou de influência na gestão da empresa".
Durante o anúncio ao início da tarde, Fernando Medina indicou que o executivo procura um "investidor de escala" no setor aéreo no contexto da reprivatização da TAP, que voltou à esfera do Estado durante a pandemia.
A ideia de incorporar a TAP num grupo de aviação externo foi também rejeitada por Cristina Carrilho.
"Uma companhia aérea, e neste caso a TAP, não tem necessidade de estar incluída, como alguns defendem, num grupo aéreo grande, para poder continuar a operar e ter mercados e etc.", atirou, remetendo para alternativas como a partilha de aviões ou rotas para que várias companhias aéreas tenham redes mais abrangentes.
Na semana passada, no parlamento, o primeiro-ministro, António Costa, colocou a hipótese, entre diferentes cenários, de se privatizar a totalidade do capital da TAP, apesar de indicar que o montante ainda não tinha sido definido e que irá depender do parceiro escolhido.
Medina garantiu ainda que o vencedor da privatização da TAP não será "simplesmente" o que apresentar a proposta de maior valor, mas sim a melhor a servir o país e a economia nacional.
