TAP: "Não é o momento para retirar mais conclusões", diz Medina
Resposta do ministro das Finanças questionado sobre se mantêm a confiança em Gonçalo Pires.
O ministro das Finanças considerou hoje que este não é o momento para retirar mais conclusões, quando questionado sobre se mantém a confiança no administrador financeiro da TAP, Gonçalo Pires, acreditando que a comissão parlamentar irá fazer o seu trabalho.
Fernando Medina respondia ao deputado do Chega Rui Afonso durante a audição parlamentar na Comissão de Orçamento e Finanças (COF) no âmbito do requerimento potestativo apresentado pelo partido.
"Não é neste momento o tempo de o Governo tirar nenhuma conclusão adicional àquelas que já tomou antes do início da comissão de inquérito", afirmou, quando questionado sobre se mantém a confiança em Gonçalo Pires.
O governante justificou que o entendimento do executivo "é o de respeito pela comissão de inquérito", considerando que esta "fará o seu trabalho".
"A comissão de inquérito iniciou agora os seus trabalhos, vai fazer um conjunto muito vasto de audições. Pode ouvir em contraditório, chamar de novo as pessoas para prestar os esclarecimentos que assim entenda", disse.
O administrador financeiro da TAP descartou ter conhecimento do acordo para a saída da ex-administradora Alexandra Reis da companhia aérea.
"Não tomei a decisão nem ajudei a tomá-la", afirmou na comissão parlamentar de inquérito à gestão da TAP.
Na audição na Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) à TAP, Gonçalo Pires explicou que teve conhecimento da saída de Alexandra Reis da companhia, mas só "informalmente", através de uma comunicação da presidente executiva da TAP, Christine Ourmières-Widener, numa mensagem de Whatsapp poucos dias antes da confirmação oficial.
No entanto, segundo avançou a TVI/CNN, a versão do administrador financeiro contrasta com a de Christine Ourmières-Widener, segundo a qual Gonçalo Pires foi informado desde o início do processo da saída de Alexandra Reis.
Também hoje o primeiro-ministro considerou que importa aguardar pelo fim da comissão parlamentar de inquérito sobre a gestão da TAP para serem retiradas eventuais consequências políticas e salientou que cada órgão de soberania tem o seu tempo próprio.
