Tatuagens: mercado paralelo disparou com a pandemia
Associação que representa o setor lamenta que a fiscalização não incida sobre quem trabalha à margem das regras.
A pandemia fez disparar o mercado paralelo no setor das tatuagens. Uma denúncia da Associação Portuguesa de Profissionais de Tattoo e Bodypiercing que diz que muita gente começou a tatuar em casa, sem condições, durante os períodos de confinamento.
Filipe Gil, responsável de comunicação da Associação, lamenta que as “inspeções só incidem sobre quem tenta cumprir.” Por outro lado, a facilidade no acesso aos equipamentos e materiais “facilita o mercado paralelo”, e quem acaba por sofrer são os profissionais que têm espaços comerciais, licenciados e que “estão a registar uma quebra na procura após o desconfinamento”, explica o tatuador.
Apesar de ser fácil encontrar materiais para tatuar, na internet, “a pandemia fez disparar os preços. Luvas ou capas para as marquesas mais do que duplicaram o preço”, explica Filipe Gil.
Tatuagens covid-19
E será que os portugueses querem registar na pele a experiência da pandemia, da Covid-19, do coronavírus? O tatuador diz que ainda não fez nenhum trabalho sobre o tema, mas conhece colegas que o fizeram, “já há por aí quem tenha tatuado ‘Eu Sobrevivi à Pandemia’ e a data”. No seu caso, Filipe recusa falar em ‘tatuagens bizarras’ porque “o que é bizarro para mim, pode ter um significado para a pessoa, mas já tatuei caracóis ou um hambúrguer.”
Tatuador
Quanto à profissão, que ainda aguarda legislação em Portugal, Filipe Gil acredita que, hoje em dia, “não basta ser bom, é preciso saber mexer-se nas redes sociais” para ter sucesso. E "desenhar, muito, muitas horas."
Algumas das dicas que pode ouvir nesta entrevista:
