Teatro Villaret fechou para obras. Volta a abrir portas em setembro
Fundado em 1965 por Raúl Solnado, o Teatro Villaret, tornou-se um espaço multifacetado durante todos estes anos.
O Teatro Villaret, em Lisboa, encerrou para obras de requalificação e volta a abrir portas em setembro, anunciou a produtora Força de Produção, que gere o teatro desde 2015.
Em declarações à agência Lusa, fonte da produtora afirmou que vão ser efetuadas intervenções no palco, nas paredes da plateia, casa de banho e camarins.
Construído de raiz, o teatro deve-se à iniciativa do ator Raul Solnado (1929-2009), tendo sido inaugurado em 1965, com o musical “Impostor Geral”, uma adaptação livre da peça “O Inspetor-Geral”, de Nikolai Gogol.
Durante décadas, pelo palco do Villaret passaram vários nomes da cena portuguesa, entre os quais Eunice Muñoz (1928-2022) e Jacinto Ramos (1917-2004), e êxitos de bilheteira como “A Preguiça” (1968) e “Há Petróleo no Beato” (1986), ambos protagonizados por Solnado, musicais como "Godspell" (1975), com Rita Ribeiro, Carlos Quintas e Joel Branco, e espectáculos como "E a Treta Continua" (2003), de António Feio (1954-2010) e José Pedro Gomes.
Localizado na Avenida Fontes Pereira de Melo, na capital, o Teatro Villaret tornou-se um espaço multifacetado, tendo sido cenário de vários programas televisivos, entre eles “Zip-Zip”, em 1969, com Solnado, Fialho Gouveia (1935-2004) e Carlos Cruz, e "E o Resto São Cantigas", em 1981, também com Solnado, Fialho e Cruz.

