Televisão é principal fonte de notícias na UE e em Portugal em particular

As plataformas noticiosas surgem como a segunda fonte de notícias. Redes sociais e blogues têm 26% das visualizações.

A televisão constitui, de forma destacada, a principal fonte de notícias para os cidadãos da União Europeia, e para os portugueses em particular, revela um inquérito hoje divulgado pelo Parlamento Europeu sobre hábitos relacionados com a comunicação social.

De acordo com o Eurobarómetro hoje divulgado, 75% dos europeus inquiridos responderam que a televisão foi o meio de comunicação social a que mais recorreram ao longo dos últimos sete dias para aceder a notícias, sendo que em Portugal esse valor atinge os 84%, o segundo mais elevado entre os 27 Estados-membros (apenas superado pelos 86% na Bulgária).

A uma distância considerável, as plataformas noticiosas em linha surgem como a segunda fonte de notícias para os cidadãos da UE, com 43%, seguindo-se a rádio (39%), as plataformas de redes sociais e blogues (26%), e só depois, no quinto posto, a imprensa escrita, com 21%.

Portugal acompanha esta tendência, já que, depois da televisão, a segunda fonte de notícias mais mencionada nas respostas são as plataformas noticiosas online, com 50%, a rádio com 33%, as redes sociais e blogues com 28%, e a imprensa escrita também surge apenas como a quinta fonte de notícias, com somente 14%.

O Eurobarómetro salienta, todavia, que as tendências variam conforme a idade, apontando que "os mais jovens são muito mais propensos a utilizar plataformas de redes sociais e blogues para aceder a notícias", já que esta é uma fonte de notícias privilegiada (45%) para os jovens entre os 15 e os 24 anos, mas quase marginal (15%) para as pessoas com mais de 55 anos.

Entre os inquiridos que acedem a notícias em linha, uma grande maioria, 70%, apenas utilizam conteúdos noticiosos e serviços de notícias 'online' gratuitos, sendo Portugal o segundo país da União Europeia onde se registam menos assinaturas digitais pagas: 82% dos portugueses inquiridos afirmaram apenas recorrer a conteúdos que não tenham de pagar, valor apenas superado pelos 83% de Malta.

Por fim, questionados sobre o que mais os faz abrir um artigo noticioso online, 54% dos cidadãos europeus inquiridos apontam a relevância do título em função dos seus interesses (52% em Portugal), seguindo-se a confiança no serviço noticioso que o publicou, com 37%, sendo que em Portugal este valor é de 33% e é superado por o título do artigo chamar a atenção (44%, contra 26% na média da UE).

O inquérito foi realizado nos 27 Estados-membros da UE entre 26 de abril e 11 de maio, tendo sido entrevistadas 'online' 52.347 pessoas com mais de 15 anos (1.079 em Portugal).