Tempo mais fresco e chuva. Está a chegar o "outono verdadeiro"

Portuga Continental vai ser afetado por "uma superfície frontal fria" a partir do final da semana.

Depois das temperaturas quase de verão, prepare-se para uma mudança no estado do tempo com a chegada do "outono verdadeiro". As temperaturas vão descer e a chuva regressa no próximo fim de semana a Portugal Continental. 

O continente será afetado "a partir do dia sete (sábado), com uma superfície frontal fria, com chuva contínua, com valores acumuláveis que nos três dias poderão chegar aos sessenta litros por metro quadrado. Poderemos ter aqui chuvas abundantes. Felizmente, existe grande capacidade de encaixe destas destas precipitações, uma vez que os solos estão completamente secos e, portanto, eventualmente, a haver algum risco de alagamento, uma situação ou outra pontual, será em meio urbano, em locais historicamente mais vulneráveis ou com falta de escoamento", explica o climatologista Mário Marques.

As temperaturas mínimas começam a descer já esta terça-feira, podendo atingir valores próximos de zero no Interior até quinta-feira: "um grau em Bragança, dois ou três em Vila Real, Castelo Branco com quatro ou cinco, mesmo Coimbra com cinco graus ou Porto com seis, sobretudo entre as manhãs de dia três e dia seis."

Também as máximas irão baixar nos próximos dias e irão ser bastante frescas a partir do fim de semana no interior norte e centro, "com cerca de 11ºC 12ºC a 13ºC durante pelo menos três a quatro dias, isto é, entre o dia oito e o dia 11, sensivelmente. E no litoral não passarão dos 17, 18 graus."

Por isso, sublinha Mário Marques, "o casaco, o guarda-chuva, também os impermeáveis e as botas, eventualmente, já se farão sentir bem confortáveis" e agora sim, "será a altura de mudar o guarda-roupa."

Próximo inverno "bastante ameno" e com tempestades menos seguidas

O climatologista prevê que o próximo inverno poderá ser "bastante ameno" e menos chuvoso, apesar de "alguns períodos mais pontuais de grande instabilidade".

Poderá haver "um número de situações invernosas, com tempestades, mas mais espalhadas no tempo e não tão concentradas como tivemos" no início do ano entre janeiro e feveireiro.

Mário Marques acredita que a maior instabilidade pode acontecer no final do inverno com "um final de fevereiro mais tempestuoso e também um início de março."

Quanto ao outono, encaminha-se para ser no global bastante mais seco do que o habitual: "o outono vai ficar quase 70 por cento abaixo da média, em termos de precipitação."