Testes rápidos ao VIH/sida e hepatites disponíveis nas farmácias
Os testes estão disponíveis a partir de hoje em Cascais e serão depois alargados progressivamente a outras zonas do país.
Os primeiros testes rápidos de rastreio do VIH/sida e dos vírus da hepatite em farmácias começam a partir de hoje a estar disponíveis em farmácias de Cascais e serão depois alargados progressivamente a outras zonas do país.
O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, espera que os testes chegam a todo o país até ao final do ano.
Além disso, o Ministério da Saúde mantém o objetivo de ser possível comprar estes testes nas farmácias e realizá-los em casa.
Hoje à tarde, o secretário de Estado Adjunto e o diretor executivo do programa da ONU para o VIH, Tim Martineau, visitam uma farmácia em Alcabideche, Cascais, onde estão disponíveis os testes rápidos de rastreio.
A generalidade das farmácias de Cascais já teve a formação ministrada pela Ordem dos Farmacêuticos que permite aos profissionais estarem preparados para realizar os testes, fazer aconselhamento diferenciado e identificar fatores de risco.
Perante o resultado reativo de um teste (que ainda não significa positividade), a farmácia ou o próprio utente poderão entrar em contacto com a linha SNS 24, que fará o encaminhamento para o hospital que o doente escolha a fim de repetir o teste e, caso se confirme, passar a ser seguido.
Com estas medidas, o Ministério da Saúde pretende aumentar a deteção precoce da infeção por VIH e das hepatites virais, com o objetivo de transformar Portugal "num país livre da epidemia VIH/sida" em 2030.
O Ministério da Saúde vai ainda hoje assinar com mais sete cidades o compromisso "via rápida para eliminar o VIH", que já tinha sido assinado por Cascais, Lisboa e Porto.
Este compromisso, com medidas para que as localidades erradiquem o VIH/sida, vai ser hoje estendido a seis cidades da área metropolitana de Lisboa e a uma do Algarve.
Almada, Amadora, Loures, Oeiras, Odivelas, Portimão e Sintra são os municípios que hoje assinam este compromisso.
O secretário de Estado Adjunto da Saúde lembrou a importância de reduzir a incidência das infeções sobretudo na Grande Lisboa, que tem metade de todas as novas infeções por VIH do país.
Fernando Araújo salienta que Portugal assistiu nos últimos anos a uma importante redução da incidência da doença, mas que continua com um número de casos superior à média europeia.
