The Strokes já deram "Reality Awaits", o novo álbum, ao mundo

É o primeiro disco dos norte-americanos em seis anos.

Os norte-americanos The Strokes editaram esta sexta-feira (24 de julho) "Reality Awaits" – o sétimo álbum da discografia que assim e o primeiro em seis anos. 

O novo registo discográfico, composto por nove faixas, contou com a produção do conceituado produtor Rick Rubin. É o disco que chega depois de “The New Abnormal", editado em 2020.
 

Em abril, os norte-americanos The Strokes usaram o palco do festival Coachella para vincar uma posição contra a intervenção dos Estados Unidos em países estrangeiros no curso da História e não só. Durante o tema 'Oblivius' (o último do alinhamento), a banda norte-americana projetou no ecrã uma série de imagens de protesto com denúncias sobre a atuação da CIA (serviço de inteligência norte-americano) em solo estrangeiro mas também em solo norte-americano. Um dos nomes mencionados foi o do ativista pelos direitos civis Martin Luther King Jr., assassinado em 1968. O grupo denunciou ainda as mais recentes ações de Israel e dos Estados Unidos no Irão e na Faixa de Gaza.

Enquanto o público assistia à sequência de imagens, Julian Casablancas (o frontman do grupo) cantava, "de que lado é que estão?", frase que faz parte da letra da canção de 2016. 

Entre as imagens que foram projetadas vemos, entre muitos outros, os rostos de figuras como Omar Torrijos (líder do Panamá que morreu na sequência de um acidente aéreo em 1981), de Salvador Allende (presidente chileno que foi deposto na sequência de um golpe de Estado em 1973) ou do antigo primeiro-ministro do Irão, Mohammed Mossadegh, que, na década de cinquenta, também foi afastado do cargo devido a um golpe de Estado que aconteceu pouco tempo depois de ter nacionalizado a indústria petrolífera iraniana. 

No final da canção, as imagens mostravam números do Ministério da Ciência e Tecnologia do Irão que apontavam para a destruição de 30 universidades iranianas na sequência dos ataques dos Estados Unidos e de Israel àquele território. A última imagem é da Universidade de Al-Israa, a última universidade que existia na Faixa de Gaza e que foi destruída por Israel em 2024.