Tiago Pitta e Cunha: "Muito pouco tem sido feito" sobre a crise profunda dos Oceanos
O presidente executivo da Fundação Oceano Azul participa na Cimeira sobre os Oceanos, em Brest, que conta esta sexta-feira com o Presidente da República.
O Presidente da República participa esta sexta-feira na cimeira sobre os oceanos, que decorre em Brest, França. É o último dia do encontro que arrancou na quarta-feira e que já contou com a participação ativa de outro português, Tiago Pitta e Cunha.
O presidente executivo da Fundação Oceano Azul (e Prémio Pessoa 2021) falou-nos diretamente da cimeira para alertar para a reduzida ação internacional perante "a crise profunda" nos Oceanos.
O especialista em assuntos do mar considera que a presença de Marcelo Rebelo de Sousa em Brest mostra que "Portugal é um país incontornável nas negociações da agenda internacional dos Oceanos".
Portugal vai acolher no final de junho, em Lisboa, a cimeira da ONU sobre os Oceanos. Tiago Pitta e Cunha espera que o país mobilize o maior número de nações a alcançar uma declaração final da Conferência que seja "robusta no sentido da proteção dos oceanos".
Um dos assuntos a resolver o mais brevemente possível tem a ver com a proteção do mar que “não pertence a ninguém”. O especialista sublinha que era importante fechar ainda este ano o "acordo sobre o alto mar", que está em negociações há vários anos nas Nações Unidas.
A nível europeu, Tiago Pitta e Cunha espera que a União Europeia passe a colocar a proteção dos oceanos entre as prioridades.
"A Europa que liderou no passado o mundo na exploração dos Oceanos, deve procurar liderar o mundo também agora na resposta aos problemas dos Oceanos".
