Tozé Brito e Taylor Swift nos lançamentos da semana

Saem ainda hoje novos álbuns de Rod Stewart e do novo projeto de Bruno Mars e Anderson .Paak, Silk Sonic.

Como prenda dos 70 anos ao compositor Tozé Brito (à frente ou por trás de nomes tão diversos como os Gemini, as Doce ou Lúcia Moniz), a sua noiva Inês Maria Menezes concebeu um álbum de tributo que reunisse a nata da música portuguesa atual para interpretar versões das canções do seu imenso reportório. Objetivo realizado! O disco "Tozé Brito (de) Novo" sai nesta sexta-feira, em que nomes como António Zambujo, Camané, Samuel Úria, Ana Bacalhau ou Tomás Wallenstein, entre outros, fizeram a sua abordagem a alguns dos clássicos criados por Tozé Brito. Benjamim assumiu a produção (com o apoio do seu braço direito João Correia) e ainda um dueto com o seu velho amigo B Fachada em 'Olá, Então Como Vais?', que primeiramente havia ligado Tozé Brito a Paulo de Carvalho, no distante ano de 1979. Tiago Bettencourt adapta à sua zona de conforto intimista a canção 'Sábado À Tarde'.

 

A determinada Taylor Swift continua o seu afinco em regravar os seus primeiros álbuns, para, como autora, contornar a perda da propriedade das gravações feitas para a sua antiga editora, Big Machine. Hoje lança "Red (Taylor's Version)", onde retoma os duetos com Gary Lightbody dos Snow Patrol (em 'The Last Time') e com Ed Sheeran (em 'Everything Has Changed') e reforça o contigente com um total de 30 canções - as mesmas que havia imaginado quando gravou o álbum "Red" em 2012.

 

O novo projeto de Bruno Mars e de Anderson .Paak, Silk Sonic, lança hoje o seu álbum de estreia, "An Evening With Silk Sonic", que junta os esforços virtuosos de ambos, para um bolo explosivo de soul e r&b. Thundercat ou a lenda do funk Bootsy Collins são dois dos convidados deste álbum que vai marcar o ano musical.

 

Rod Stewart lança neste final de semana aquele que é já o seu 32º álbum de estúdio, "The Tears Of Hercules", onde volta a ter como o seu colaborador de estúdio principal Kevin Savigar, que co-assina a autoria da quase totalidade da dúzia de novas canções. Rod Stewart encosta a sua voz ao registo baladeiro tão do seu gosto, que intercala com os genes de rocker à solta noutras faixas, como 'I Can't Imagine'.

 

Os ingleses Idles estão cada vez mais pós-punks e menos punks. Uma das grandes bandas rock de intervenção da atualidade põe cá fora "Crawler", apenas um ano depois de "Ultra Mono". No novo tomo, manobram com cada vez maior elasticidade sonora e experimentalismo o seu som, a derrubar com a mesma contundência agressiva as paredes do punk onde estavam arrumados. Joe Talbot berra menos, mas os Idles estão cada vez menos moderados na sua transgressão. O rock vive em 2021 e continua pouco ortodoxo. "Crawler" é só mais um atestado.   

 

O eclético Damon Albarn, que se desdobra entre tantas identidades com tanto brio (desde os Blur aos Gorillaz e aos The Good, the Bad & the Queen), lança hoje "The Nearer the Fountain, More Pure the Stream Flows", com 11 temas inspirados pela paisagem da Islândia, um dos seus refúgios durante os confinamentos. A julgar por este disco, Damon Albarn encontrou a paz e uma eterna companheira sua chamada criatividade.

 

O contingente de artistas que lançam também hoje novos álbuns é de respeito. Citamos só alguns exemplos: Dave Gahan (conhecido no mundo como vocalista dos Depeche Mode) e os Soulsavers editam "Imposter"; Gisela João faz um álbum colaborativo com várias figuras internacionais em "Mirrors" (incluindo o seu companheiro Justin Stanton); a indie-rocker australiana Courtney Barnett publica "Things Take Time, Take Time"; Elisa (vencedora do Festival de Canção de 2020) estreia-se nos álbuns com "No Meu Canto"; as Little Mix põe cá fora "Between Us"; e Susanna Hoffs (das Bangles) dá novos sinais de vida com "Bright Lights".

 

O passado revolve hoje no mercado discográfico, com um pouco de tudo para vários gostos, desde a reedição deluxe "A Very She & Him Christmas" de She & Him em vários formatos e com vários brindes extra (como as novas versões de 'Last Christmas' dos Wham! e 'Holiday' de Madonna); o registo ao vivo de Eric Clapton, "The Lady In The Balcony: Lockdown Sessions" e a compilação da boy band The Wanted, "Most Wanted - The Greatest Hits".

 

Continua o projeto quixotesco de pôr cá fora o enorme arquivo de gravações de Joni Mitchell. A caixa de cinco discos "Joni Mitchell Archives - Vol. 2: The Reprise Years (1968-71)" chega hoje aos escaparates e às demais plataformas. Estes registos domésticos e ao vivo foram captados tanto nas casas de Joni Mitchell e de outros, como em cafés, rádios e teatros. As gravações foram feitas durante o seu período mais fértil, entre o álbum de estreia "Song to a Seagull" e o quarto longa-duração "Blue".