Trabalham e têm crianças. As famílias que recorrem cada vez mais ao Banco Alimentar

Os pedidos de ajuda aumentaram nas últimas duas semanas.

Primeiro foram as tempestades que afetaram o centro do país e destruíram as colheitas, depois foi a guerra no Médio Oriente. Os preços não param de aumentar e o Banco Alimentar nota que houve um aumento dos pedidos de ajuda nas últimas duas semanas. “Este início de ano não tem sido fácil. Tivemos as tempestades que assolaram a região centro e que deixaram muitas pessoas sem casas, mas sobretudo que fizeram com que muitas culturas ficassem destruídas e, portanto, registou-se logo um aumento dos preços dos produtos agrofrutícolas”, começa por dizer Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar.

A guerra no Irão veio agravar a situação “houve um aumento quase imediato do preço da energia, não só dos combustíveis, mas também do preço do gás.”

O impacto da subida dos preços em orçamentos familiares, por si só já esticados, tem levado mais pessoas a recorrer ao Banco Alimentar. O perfil de quem pede ajuda tem mudado e há cada vez mais pessoas com rendimentos do trabalho a precisar de ajuda para ter comida na mesa. “Temos pedidos de famílias com crianças, pessoas que têm um trabalho. Não houve um aumento salarial, mas houve um aumento dos encargos. São trabalhadores mas o seu salário hoje não chega para aquilo que chegava há um mês”, afirma. 

"São pessoas que têm um trabalho"