Transportes de Coimbra: alterações vão afetar 14% dos passageiros diários

Em causa, a nova operação do 'metrobus' e as mudanças no trânsito na Baixa da cidade, a partir de 10 de setembro.

Os Serviços Municipalizados dos Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) estimam que 14% dos seus passageiros diários serão impactados pelas alterações na rede, face à nova operação do 'metrobus' e às mudanças no trânsito na Baixa.

A proposta de alteração de mais de 20 linhas dos SMTUC foi aprovada esta segunda-feira em reunião do executivo.

A proposta prevê alterações aos percursos das linhas 4, 5, 5T, 6, 6F, 11, 16G, 19, 19A, 19T, 19R, 24, 25, 25T, 27, 27F, 28, 28F, 29, 30, 30A, 30T, 30F, 36F, 42V e 103.

De acordo com o vogal dos SMTUC, Luís Neto, que apresentou a proposta de mudança, a alteração irá entrar em vigor a 10 de setembro, data em que o 'metrobus' (autocarros articulados em via dedicada) passa a ir até à Praça da República e estação ferroviária de Coimbra-B, operação essa que irá também implicar várias mudanças no trânsito na Baixa.

As mudanças em várias linhas dos SMTUC têm em conta essas duas mudanças, prevendo-se que mais de 3.800 viagens diárias passem a ser feitas entre SMTUC e 'metrobus' e 530 passageiros diários que utilizavam os Transportes Urbanos de Coimbra deverão passar a fazer todo o trajeto da sua viagem no 'metrobus'.

Segundo Luís Neto, a filosofia aplicada na mudança das linhas passa por assegurar que não haja sobreposição de oferta com o 'metrobus', numa lógica assente em transbordos, em que o Arnado, Praça da República e Estádio/Solum passam a funcionar como interfaces de ligação entre autocarros dos SMTUC e Metro Mondego.

Nesse sentido, há quatro linhas que passam a terminar na Praça da República, onde é assegurada ligação com o 'metrobus'; já no caso de linhas que terminam no Arnado, a ligação com a Metro Mondego faz-se num percurso a pé de cinco minutos até à estação junto à Câmara de Coimbra, através da rua da Sofia.

A ligação com o novo serviço de transporte também acontece na Solum e Estádio, num transbordo que pode implicar um percurso a pé de três minutos.

Face à redução da distância de várias das linhas, a proposta implica um aumento da "amplitude de serviço" assim como da frequência de várias linhas, aclarou Luís Neto.

Devido às grandes mudanças na rede, os SMTUC, juntamente com a Metro Mondego e Câmara de Coimbra, irão fazer uma campanha de comunicação para explicar "caso a caso, a solução alternativa para que ninguém fique sem serviço", disse.

"Todos terão alternativas e, no global, estaremos a prestar um melhor serviço", frisou o vogal dos SMTUC.

Para Luís Neto, com as alterações agora previstas, será possível aos SMTUC cumprir "os horários impressos", num momento em que aquele serviço tem sofrido vários constrangimentos, com falta de motoristas ao longo do presente ano e um decréscimo no índice de regularidade.