Transtejo Soflusa estreia operação com 10 navios elétricos

A Transtejo Soflusa dispõe desde hoje de 10 navios elétricos em pleno funcionamento, permitindo reforçar a oferta nas ligações no rio Tejo.

Resumo IA

• A Transtejo Soflusa iniciou hoje a operação de 10 navios elétricos, a maior do mundo.

• A frota já transportou cinco milhões de passageiros, com 90% menos supressões de carreiras.

• O Governo investiu cerca de 100 milhões de euros na frota, que liga Lisboa a várias localidades.

Resumo feito por IA e revisto pela redação da Rádio Comercial

O serviço de transporte fluvial Transtejo Soflusa, que liga a margem sul do Tejo e Lisboa, dispõe a partir de hoje de 10 navios elétricos em pleno funcionamento, permitindo a “maior operação elétrica do mundo”, anunciou a empresa.

O momento foi assinalado numa cerimónia que decorreu esta tarde junto ao cais fluvial do Cais do Sodré, em Lisboa, na qual participou também o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.

Em declarações aos jornalistas, o presidente da Transtejo Soflusa, Rui Rei, explicou que apesar de o último dos 10 navios elétricos, que vieram reforçar a frota da empresa, já ter chegado em outubro do ano passado, só a partir de hoje ficaram todos a “funcionar em pleno”.

“Por várias razões, ao longo do tempo, nunca conseguimos ter as 10 embarcações a funcionar ao mesmo tempo. Portanto, a partir de hoje, teremos mais oferta para garantir as nossas operações”, apontou.

10 navios elétricos já funcionam em pleno

Rui Rei sublinhou que a dimensão da frota, a capacidade de 540 passageiros por embarcação, as características da operação e o sistema de carregamento distinguem este serviço de outras operações de embarcações elétricas, salientando que o Rio Tejo, naquela zona, comporta-se praticamente “como mar”.

“Não há nenhuma operação feita na Europa ou no mundo que tenha 10 embarcações elétricas com 540 lugares e com este nível de carregamento”, assegurou.

Operação elétrica já transportou cinco milhões

Em termos globais, o presidente da Transtejo Soflusa referiu que a operação elétrica já permitiu transportar cerca de cinco milhões de passageiros, dos quais perto de três milhões na ligação entre Cacilhas (concelho de Almada) e o Cais do Sodré (Lisboa), que funciona há cerca de três meses com operação 100% elétrica.

Rui Rei referiu que, na travessia entre Lisboa e o Seixal, a operação é também já 100% elétrica, enquanto no Montijo está a ser implementada “progressivamente”, estando ainda a ser utilizados navios elétricos em algumas ligações adicionais, nomeadamente na ligação com o Barreiro.

O responsável sublinhou que, com esta implementação, a empresa conseguiu, desde novembro do ano passado, reduzir em cerca de 90% as supressões de carreiras, sublinhando que a operação elétrica “contribui para uma oferta mais fiável e confortável.

Navios a gasóleo continuam necessários

Contudo, apesar dos benefícios da operação com navios elétricos, o presidente da Transtejo Soflusa notou que a empresa ainda necessita de manter uma parte das embarcações a gasóleo para assegurar outras operações, incluindo futuras ligações a Algés (concelho de Oeiras) e ao Parque das Nações.

Por sua vez, durante a cerimônia, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, classificou o momento como “histórico” e defendeu a continuidade da aposta na mobilidade fluvial como parte da estratégia de mobilidade da Área Metropolitana de Lisboa.

“Cá estaremos para abraçar este grande desafio que é fazer do Tejo cada vez mais uma autoestrada amiga do Ambiente e das pessoas”, afirmou.

O governante referiu ainda que o Governo está a trabalhar no reforço da oferta ferroviária da Fertagus, explicando que está em curso o processo de licenciamento e adaptação de novas carruagens, que é um processo que demora tempo a concretizar.

“Ainda bem que temos uma Transtejo a trabalhar bem, a conseguir cumprir horários e a eliminar supressões, conseguindo colmatar aquilo que é o aumento de procura na Fertagus, que nos colocou pressão”, apontou.

A frota de 10 navios elétricos representou um investimento de cerca de 100 milhões de euros do Estado português e da União Europeia, destinados à substituição de parte da frota a gasóleo.

A Transtejo Soflusa SA é a responsável pela ligação fluvial entre o Seixal, Montijo, Cacilhas, Barreiro e Trafaria/Porto Brandão, no distrito de Setúbal, e Lisboa.