Trovante: "estamos de corpo e alma para celebrar os 50 anos do grupo"
Breve entrevista aos oito membros da histórica formação portuguesa.
Falta cada vez menos para os concertos de celebração de meio-século dos Trovante na MEO Arena, em Lisboa, nos dias 20 e 21, e na Super Bock Arena, no Porto, a 27 e 28 de março.
O octeto lisboeta está a ensaiar para estes quatro espetáculos num espaço grande do Prior Velho. O teclista Gui Salgueiro é o único membro atual mais recente, onde tem trabalhado com os históricos Luis Represas (na voz), João Gil (nas guitarras), Manuel Faria (nas teclas), Fernando Júdice (no baixo), Artur Costa, (no saxofone), João Nuno Represas (na percussão) e o pai José Salgueiro (na bateria). O também histórico António José Martins, substituído por Gui Salgueiro, não estará em palco, mas estará ligado à produção dos espetáculos deste mês.
Em entrevista breve aos oito músicos na sala de ensaios do Prior Velho, o vocalista Luís Represas garante que estes vão ser os últimos concertos de sempre dos Trovante. “Os concertos dos Trovante vão ser especiais para nós. Nós entregamo-nos aos concertos, sejam eles no Pavilhão Atlântico, sejam eles noutro local qualquer do país. São sempre especiais. Olhamos e sentimos os concertos com essa intensidade, com esse cuidado e com esse brio. É assim que tratamos este grupo, que fizemos nascer em 1976. E cuidar dele é um bocado isso. E nada melhor que cuidar dele do que estar sempre em forma nos concertos e tocarmos o melhor que nos é possível”, justifica o cantor.
O baterista João Salgueiro é a voz desse entusiasmo com os espetáculos de excelentes casas (dois deles já esgotados) em Lisboa e no Porto: “Estou excitado com estes concertos, desde que sei que eles vão acontecer. Se é numa sala muito grande ou muito pequena, pouco me importa, mas fazer os cinquenta anos de Trovante é que eu acho que é mesmo incrível, e estamos aqui de corpo e alma para isso”.
O seu filho Gui Salgueiro revela uma curiosidade: “uma das minhas primeiras memórias musicais foi o concerto [dos Trovante] no Pavilhão Atlântico, em 99. Exatamente esse concerto. E agora estar a fazer parte [do regresso dos Trovante], mais de vinte e cinco anos depois, é uma honra.
Na comparação entre os vários regressos dos Trovante ao longo dos últimos 25 anos, o baixista Fernando Júdice deixa o aviso: “Estamos bastante melhor agora do que estávamos há uns anos atrás”.
Entre 1976 e 1990, os Trovante desenvolveram um percurso impactante na música portuguesa, muito enraizado no folclore nacional, mas com uma hibridez cancioneira que abraça outros géneros. ‘125 Azul’, ‘Perdidamente’, ‘Xácara Das Bruxas Dançando’, ‘Fizeram os Dias Assim’ ou ‘Saudade’ são algumas das canções que contribuiram para a popularidade dos Trovante.
No ano passado, fizemos uma entrevista mais aprofundada aos Trovante, a Luís Represas, João Gil e Manuel Faria, nos estúdios da Valentim de Carvalho, em Paços de Arcos.
