Trump acusa Zelensky de ser "ditador" e diz que vai "ficar sem país" se não agir

Líder norte-americano argumenta que os Estados Unidos gastaram "mais 200 mil milhões de dólares" do que a Europa na guerra e que "não vão receber nada em troca".

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou esta quarta-feira o homólogo ucraniano Volodymyr Zelensky de ser um "ditador sem eleições" e de ter feito um "trabalho terrível" desde a invasão russa de 24 de fevereiro de 2022.

"É bom que Zelensky se mexa rápido ou vai ficar sem país", escreveu Trump na Truth Social, rede social que detém, referindo-se ao líder ucraniano como um "ditador".

"Adoro a Ucrânia, mas Zelensky fez um trabalho terrível, o país dele está em estilhaços e MILHÕES morreram sem necessidade", defende o republicano, que diz que os EUA estão a "negociar com sucesso o fim da guerra com a Rússia".

Na argumentação acusa o ucraniano de "recusar ir a eleições" e de estar num nível "muito baixo nas sondagens" no país.

O líder norte-americano refere-se também a Zelensky como um "comediante de sucesso modesto" que "convenceu" os EUA a "gastar 350 mil milhões de dólares numa guerra que não pode ser vencida e não tinha de ter começado, mas uma guerra que ele, sem os EUA e Trump, nunca vai conseguir resolver".

Trump sustenta ainda que os Estados Unidos "não vão receber nada em troca" pelo apoio e diz que o país "gastou mais 200 mil milhões de dólares do que a Europa" numa guerra que é "muito mais importante" para o continente europeu do que para os EUA "porque há um grande e bonito oceano a separar" as partes.

Esta quarta-feira, Zelensky tinha acusado Trump de "viver numa bolha de desinformação" e de deixar que Putin "saia do isolamento".

O mandato do presidente ucraniano terminou em maio de 2024, mas a Ucrânia está sob lei marcial, que suspende a realização de eleições.

Em novembro, todos os partidos no Parlamento ucraniano concordaram com o adiamento destas até ao final da guerra e pelo menos seis meses depois do levantamento da lei marcial.