Trump declara emergência nacional para rede elétrica visando a China

A ordem executiva não cita nenhum país, proíbe a compra ou instalação de tais produtos a fornecedores em países, sob embargo de armas ou sanções norte-americanas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou na quarta-feira o estado de emergência nacional para a rede elétrica, proibindo a compra e instalação de equipamentos de países sob embargo de armas, medida que visa a China sem a nomear.

A ordem executiva, que não cita nenhum país, proíbe a compra ou instalação de tais produtos a fornecedores em países sob embargo de armas ou sanções norte-americanas.

Nenhum dos países incluídos na lista exporta equipamentos para a rede elétrica dos Estados Unidos, com exceção da China.

"O objetivo é proteger a rede e os sistemas elétricos dos EUA", sublinhou fonte da Casa Branca à agência France-Presse (AFP), sem especificar que países seriam designados.

Os regulamentos de implementação são esperados dentro de 120 dias.

Uma ordem executiva semelhante emitida pelo Presidente Trump em maio de 2020 não nomeou qualquer país, mas a ordem de implementação, emitida sete meses depois, visava explicitamente equipamentos da China.

A medida incluía transformadores, inversores, sistemas de armazenamento de baterias e sistemas de automação industrial, bem como software associado e acesso remoto.

O secretário de Energia poderá impor condições aos equipamentos já instalados, até a sua remoção.

A ordem executiva cita o crescimento dos centros de dados, da inteligência artificial e da produção de defesa, o que aumentou as necessidades de eletricidade dos Estados Unidos.

A FCC, o regulador das telecomunicações, tinha restringido a importação de inversores estrangeiros no final de julho, na sequência de uma decisão semelhante da Comissão Europeia em maio.

No entanto, uma análise do Departamento de Energia, publicada em janeiro, após a inspeção de 30 inversores chineses, concluiu que não havia provas definitivas de material malicioso oculto.