U2 prestam tributo a Alexei Navalny

Banda de Bono dedica versão acústica de 'Don't Dream It's Over' dos Crowded House aos que combatem Vladimir Putin.

Num dos concertos deste fim-de-semana dos U2 em Las Vegas, Bono fez questão de repetir insistentemente o nome do recém-malogrado político russo Alexei Navalny, "por Vladimir Putin [o Presidente da Rússia] jamais querer dizer o seu nome".

Bono lembrou os ucranianos refugiados numa estação de comboio com quem esteve com The Edge e ainda a data dos dois anos da guerra russo-ucraniana que se assinala a 24 de fevereiro. Depois fez um alerta mais catastrofista: “a seguir será a Polónia, e depois a Lituânia e a Alemanha de leste, quem sabe até onde vai a vontade deste homem”, em alusão a Putin.

Ao falar depois do opositor interno a Putin mais mediático, Alexei Navalny, Bono começou a cantar a música esperançosa dos Crowded House, “Don’t Dream, It’s Over” (de 1986), numa versão acústica, em duo com o guitarrista The Edge. É uma música de alento e de apelo à unidade, com versos como “Hey now, hey now/Don't let them win”, com que Bono conclui com um fragmento do clássico de Simon & Garfunkel, ‘America’, alterando o verso final “They've all come to look for America” para a primeira pessoa do plural: “We've all come to look for America”. América tem aqui o efeito simbólico de chamamento pela liberdade.

Os U2 têm tocado na sua residência ao vivo no Sphere, em Las Vegas, esta versão acústica de 'Don’t Dream, It’s Over', tema a que os Fleetwood Mac se apegaram nas suas últimas digressões, de que o autor da canção, Neil Finn (o líder dos Crowded House) fez parte. Paul Young, Diana Krall ou os Vampire Weekend foram artistas que já cantaram ao vivo e repetidamente esta música.