Ucrânia: em tempo de guerra também há casamentos e batizados

Ucranianos mostram que o amor prevalece em tempos difíceis.

As notícias que chegam da Ucrânia trazem dor e preocupação, numa altura em que não há fim à vista para o fim da invasão russa. Ainda assim, no meio da destruição surgem histórias improváveis que dão esperança e são mais um testemunho da resistência do ucranianos.

No primeiro dia da ofensiva russa, Yaryna Arieva e Sviatoslav Fursin apressaram-se a dar o nó no Mosteiro de São Miguel, em Kiev, quando lá foram soavam as sirenes. Os jovens de 21 e 24 anos tinham casamento marcado para maio, mas decidiram antecipar a cerimónia porque decidiram combater pelo seu país e querem permanecer juntos. Yarina confessou à CNN que aquele que "devia ser o momento mais feliz das suas vidas", foi na verdade um dia "muito assustador".

 

Na sua página de Facebook, Yaryna Arieva partilhou depois fotografias com o marido, na sua nova missão e escreveu: "Primeira foto de família depois do casamento. O segundo dia da guerra. A verdade prevalecerá. Tudo será Ucrânia!"

 

 

Em Odessa, um bunker foi o cenário do casamento entre Klevets e Natalia Vladislava. Rodeados de amigos e apesar dos constrangimentos da guerra, o casal celebrou a união.

 

 

Num hospital de Kiev realizou-se o casamento de dois médicos.

 

 

Para além de casamentos, os ucranianos cumprem outras celebrações. A Cáritas deu a conhecer este domingo o batizado de Luke em Ternopil.

 

 

Os ucranianos continuam a forte resistência à invasão russa que começou na madrugada de 24 de fevereiro e que, segundo as autoridades de Kiev, já fez mais de 2.000 mortos entre a população civil.