Ucrânia: Suécia associa-se a declaração do G7 sobre garantias de segurança

Estas garantias incluem o envio de armamento, ajuda nas áreas da Defesa e das informações, treino e proteção na área da cibersegurança.

O Governo sueco informou hoje que se associa à declaração dos países do G7 sobre as garantias de segurança à Ucrânia face à invasão militar da Rússia e até que o país garanta a sua eventual entrada na NATO.

“A Suécia apoia a declaração e associa-se a ela juntamente com outros países nórdicos”, indicou o Executivo em comunicado. “É um passo importante e (…) demonstra que o tempo não joga a favor da Rússia”.

O primeiro-ministro conservador sueco, Ulf Kristersson, assinalou que estão a ser concluídos “os detalhes sobre a melhor forma de contribuir bilateralmente, com os países nórdicos e com a União Europeia” e sublinhou que a Suécia “continuará a apoiar a Ucrânia e tentará atender às suas necessidades sempre que seja necessário”.

As declarações de Kristersson surgem após o seu homólogo norueguês, Jonas Gahr Store, ter também anunciado a adesão do país à declaração conjunta de apoio à Ucrânia elaborada pelo G7 – Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Alemanha, França, Itália e Japão – e anunciada à margem da recente reunião da NATO que decorreu em Vilnius.

Estas garantias incluem o envio de armamento, ajuda nas áreas da Defesa e das informações, treino e proteção na área da cibersegurança, e foram consideradas pelo Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky como algo “inédito” desde a independência do país.

No entanto, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, considerou esta decisão “errada e potencialmente perigosa”, pelo facto de muitas dessas garantias poderem originar “consequências profundamente negativas a médio, longo e inclusivamente curto prazo” para a região.