Ucrânia: UE agradece às Nações Unidas e à Turquia por mediarem reexportação de cereais
Josep Borrell escreveu uma mensagem de agradecimento na rede social Twitter.
O chefe da diplomacia da União Europeia (UE) agradeceu hoje às Nações Unidas e à Turquia por mediarem a reativação do acordo para exportação de cereais da Ucrânia através do Mar Negro, aceite pela Rússia na quarta-feira.
“A UE está grata pelo papel da ONU [Organização das Nações Unidas] e da Turquia na decisão da Rússia de regressar à iniciativa para [permitir exportar] cereais através do Mar Negro”, reagiu Josep Borrell, numa publicação na rede social Twitter.
Vincando que “os alimentos nunca devem ser utilizados como arma de guerra”, o chefe da diplomacia comunitária destacou que “a exportação de cereais é crucial para enfrentar a crise alimentar global exacerbada pela Rússia”, que invadiu a Ucrânia há quase nove meses.
“Apelo a todas as partes para que renovem este compromisso”, adiantou Josep Borrell.
EU is grateful for role of @UN and Türkiye in Russia’s decision to return to the Black Sea Grain Initiative.
— Josep Borrell Fontelles (@JosepBorrellF) November 3, 2022
Food should never be used as a weapon of war.
Grain export is crucial to address global food crisis exacerbated by Russia.
Calling on all parties to renew Initiative.
Seis cargueiros carregados com cereais deixaram hoje os portos ucranianos, depois de o tráfego ter sido retomado no dia anterior, anunciou o Ministério da Defesa turco.
Os navios vão utilizar o corredor humanitário seguro no mar Negro, rota que já permitiu a exportação de 9,7 milhões de toneladas de cereais e outros produtos agrícolas da Ucrânia, apesar do conflito, graças ao acordo internacional assinado em julho, sob a égide da Turquia e das Nações Unidas.
De acordo com o Ministério da Defesa turco, citado pela agência oficial de notícias turca, 426 navios cruzaram já esta rota segura desde 01 de agosto.
A Rússia retomou, na quarta-feira, a participação no acordo de exportação de cereais ucranianos, depois de indicar ter recebido "garantias escritas" da Ucrânia sobre a desmilitarização daquele corredor marítimo.
O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e os ministros da Defesa e dos Negócios Estrangeiros da Turquia, país garante do negócio de cereais, crucial para o abastecimento alimentar mundial, especialmente em África e no Médio Oriente, têm trabalhado para ultrapassar as objeções russas.
Antes, na sexta-feira, Moscovo tinha suspendido a participação no acordo, na sequência de um ataque com 'drone' (aparelho não tripulado), na região da Crimeia anexada.
A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou a fuga de milhões de pessoas e a morte de milhares de civis, segundo as Nações Unidas, que classificam esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
