UE aprova 17.º pacote de sanções contra a Rússia

"Frota sombra" de petroleiros russos é um dos alvos.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) aprovaram esta terça-feira o 17.º pacote de sanções contra a Rússia no âmbito da guerra na Ucrânia.

Em comunicado, o Conselho Europeu adianta que as novas sanções procuram cortar o acesso da Rússia a tecnologias militares chave e diminuir as receitas energéticas que têm ajudado a alimentar a guerra através de medidas impostas à "frota sombra" de petroleiros russos e aos seus operadores.

Serão mais 189 embarcações de "países terceiros", o que faz subir o total de navios abarcados para 342.

A UE impõe também sanções sobre a Surgutneftegaz, uma petrolífera russa que diz alimentar e financiar "substancialmente" o governo russo, e sobre uma "importante seguradora" da indústria dos petroleiros de Moscovo.

A nível militar, há sanções para mais de 45 empresas e indivíduos russos que fornecem "drones, armas, munição, equipamento militar, componentes críticos e apoio logístico" à máquina de Moscovo.

Entre os novos sancionados há três entidades chinesas - uma delas propriedade de Pequim -, uma bielorrussa e uma israelita.

Há também 31 novas entidades na lista das que ficam sujeitas a regras de exportação mais apertadas, algumas delas situadas na Sérvia, Emirados Árabes Unidos, Turquia, Vietname e Uzbequistão.