UE critica plano de paz de Trump para a Ucrânia

A representante da diplomacia da UE acrescentou que é "preciso recordar que há um claro agressor e uma vítima" e que o Presidente russo, Vladimir Putin, "há muito que podia ter acabado com esta guerra".

A alta representante para os Negócios Estrangeiros rejeitou hoje um plano de paz para a Ucrânia que não tenha o acordo do país invadido e a participação da União Europeia, recordando Washington de que "há um claro agressor e uma vítima".

Sem adiantar muitos detalhes, Kaja Kallas disse que a reunião de hoje dos ministros dos Negócios Estrangeiros, em Bruxelas, vai debruçar-se sobre as "notícias recentes".

O Governo ucraniano anunciou na noite de quarta-feira que recebeu uma proposta de um plano de paz, feito pelos Estados Unidos da América (EUA), que inclui a cedência de território à Rússia, nomeadamente as porções que Moscovo anexou, e a redução do exército ucraniano para 400.000 pessoas.

"Para acabar com esta guerra é preciso o acordo dos ucranianos e dos europeus, já falámos sobre isto: qualquer solução tem de ser justa e duradoura", respondeu Kaja Kallas aos jornalistas, à entrada para a reunião ministerial.

"Para qualquer plano funcionar, precisa do apoio dos ucranianos e dos europeus, só assim poderá um cessar-fogo ser incondicional", comentou, rejeitando responder a mais perguntas sobre este tópico.